quinta-feira, 22 de maio de 2008

Confirmado o perigo destas antenas para a saúde pública, de quem será a responsabilidade?

Dos contactos recentes efectuados com a Camara Municipal de Oeiras, esta remete para a Direcção Geral de Saúde (DGS) todas as questões relacionadas com a saúde e alega que as autarquias não têm competência para agir contra as antenas de telemóvel a não ser no seu impacto arquitectónico e paisagístico. Por sua vez a Direcção Geral de Saúde afirma que "(...) o cumprimento dos níveis de referência previstos na Portaria n.º 1421/2003, de 23 de Novembro, oferece uma protecção eficaz da população relativamente aos possíveis efeitos da exposição às radiações não-ionizantes". Ou seja, segundo a DGS, podemos estar tranquilos que apesar de termos um dos limites de segurança contra à radiação electromagnética mais elevados no mundo (pior que nós só os Estados Unidos), estamos completamente seguros.
Se leram alguns artigos deste blog rapidamente percebem que há países com limites de radiação muito inferiores aos nossos e que procuram diminui-los mais ainda, que há estudos que apontam efeitos não térmicos que estão associados a campos de muito baixa intensidade que a nossa legislação ignora por completo, que há estudos que indicam que os focos das antenas não devem atingir as habitações.

No site da Direcção Geral de Saúde, está disponível um documento sobre “Exposição da População aos Campos Electromagnéticos” (acesso a partir de Saúde Ambiental / Publicações).
Este estudo parece concordar com muito do que se tem escrito neste blog mas há uma frase que faço questão de transcrever:

“A utilização duma nova tecnologia apresenta vantagens importantes.
Mas não menos importante é a saúde das pessoas. E em matéria de saúde, a racionalidade deve ser acompanhada de prudência, mesmo pecando por excesso de precaução.”


Se isto fosse verdade, certamente que muitas pessoas não estariam a correr riscos ao serem forçados a viver nas proximidades e perto do nível a que estas antenas estão instaladas. Onde é que está o excesso de precaução?
Deixo uma outra questão fundamental para a qual alguém terá de dar uma resposta: Se nós somos obrigados a viver com uma antena perto de nossa casa que todos dizem ser segura e se passados alguns anos vem a público que de facto é perigosa, quem assume a responsabilidade dos anos que estivemos expostos e das consequentes doenças de que poderemos vir a ser vitimas? A empresa de telemóveis que instalou a antena, a Autarquia que autorizou a instalação, a DGS que garante a segurança desta tecnologia, algum outro órgão como a ANACOM, ou não há culpados e apenas vitimas? Nessa altura, o mal já estará feito e baixar o nível de radiação das antenas ou mesmo removê-las, não vai anular os efeitos adversos dos anos de exposição a que fomos FORÇADOS a viver.

Uma vez mais, fica claro que ninguém dá a cara pelo facto de não haver precaução na forma como estas antenas são instaladas perto das habitações. Aqueles que nos deveriam proteger, em vez de evitar o perigo e ao contrário do que escrevem, permitem que todos nós possamos correr riscos até que um dia uma voz mundial se levante contra mais uma possível negligência cometida contra a humanidade.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mais um alerta de um Investigador do Projecto Interphone que adverte para os riscos de tumores associados aos telemóveis

O Interfone, o maior estudo sobre os efeitos dos telemóveis na saúde, está para ser publicado desde 2005. Recorde-se que este estudo foi efectuado por 13 países e a sua não divulgação está a gerar polémica quanto aos resultados obtidos.
Enquanto o estudo não é divulgado, um dos investigadores do Interphone, Professor Bruce Armstrong da Universidade de "Sydney School of Public Health", deu uma entrevista no canal 7 da televisão australiana.
O professor manifestou a sua preocupação sobre o risco de tumores associados à utilização prolongada dos telemóveis. Segundo ele, "as pessoas poderão ficar chocadas ao ouvir que as evidências sobre os efeitos nocivos associados à utilização dos telemóveis são cada vez mais fortes".
Bruce Armstrong é o responsável pela participação australiana no projecto Interfone e é o segundo principal investigador a pedir precaução. Em Dezembro, Siegal Sadetzki de "Chaim Sheba Medical Center" em Israel disse a um jornal nacional,Haaretz: "O tempo em que se dizia que este tipo de Tecnologia não causava danos já passou, ela prejudica a saúde".


terça-feira, 22 de abril de 2008

O Telemóvel pode ser o “cigarro do Século XXI”

Especialista em neurologia adverte para o grande aumento de tumores e apela à Industria para tomar medidas imediatas para reduzir a radiação.

“Os Telemóveis podem matar muito mais pessoas do que o tabaco e o amianto”. Foi a conclusão do estudo de um especialista já premiado na área do cancro. Ele diz que as pessoas devem evitar usar os telemóveis sempre que possível e que o governo e as industrias de Telemóveis deverão dar passos rápidos para reduzir a exposição à sua radiação.

O estudo, levado a cabo pelo Dr. Vini Khurana é a acusação mais devastadora até agora publicada sobre os riscos para a saúde.

Ele baseia-se no aumento das evidências de que usar telemóveis ao longo de 10 ou mais anos, pode duplicar o risco de aparecimento de cancro.

No inicio deste ano já o governo francês advertia contra o uso dos telemóveis, especialmente as crianças. A Alemanha também avisou a sua população para diminuírem a utilização do Telemóvel e a Agência Europeia para o Ambiente foi chamada para a redução das exposições.

O Professor Khurana, um dos maiores neurocirurgiões e que já recebeu 14 prémios nos últimos 16 anos, publicou mais de 3 dúzias de artigos científicos e reviu mais de 100 estudos sobre os efeitos dos telemóveis e recentemente publicou um estudo de 69 páginas sobre “Mobile Phones and Brain Tumors”.


Ele reforça igualmente que as crianças só deverão usar telemóveis ou telefones sem fios em caso de emergência e que todas as pessoas deveriam usar telefone com fio.
Ele recomenda que todos os telemóveis deveriam ser usados com o sistema em alta-voz e que o telemóvel deverá estar a mais de 20 cm da cabeça.
Este neurocirurgião também é da opinião que os auriculares tipo bluetooth e com fio podem representar um perigo para a saúde porque podem converter a cabeça dos utilizadores numa perigosa antena.

sábado, 5 de abril de 2008

O que nos deveriam informar sobre os telemóveis e como prevenir

Tal como o artigo com um resumo sobre o que nos deveriam dizer sobre as antenas de Telemóvel, aqui fica um resumo sobre o que nós deveríamos saber sobre a utilização dos telemóveis.

Os telemóveis têm inteligência suficiente para controlarem a sua potência de transmissão, ou seja, se estivermos num local com uma boa cobertura, a antena do telemóvel vai estar emitir numa potência baixa. Mas se estivermos num local com fraca cobertura, o telemóvel vai tentar compensar a falta de rede transmitindo no máximo da sua potência. Estas situações acontecem particularmente quando estamos dentro de edifícios e dentro do nosso carro.
Ou seja, vamos ter encostado ao nosso cérebro uma pequena antena a emitir radiação no seu máximo de potência. Aqui os valores medidos são muito superiores aos 41.25 V/m que é limite para a exposição permanente do público em geral. Mas ao usarmos um telemóvel, deixamos de estar numa situação de exposição permanente para uma exposição pontual. Estes valores de radiação variam de modelo para modelo, existem telemóveis que emitem mais radiação que outros. O SAR (Specific absortion Rate) é uma unidade de medida que indica qual a quantidade de radiação absorvida por kilograma corporal (expresso em W/Kg). Na Europa o SAR máximo permitido é de 2 W/Kg.
Existem muitos estudos nesta área, um dos quais é o de um Cientista George Carlo que foi contratado por um consórcio de empresas de comunicações móveis para provar que os telemóveis não interferiam na saúde pública. Este Cientista estudou durante mais de 7 anos e gastou mais 28.5 milhões de dólares até abandonar o projecto, devido a ter chegado a conclusões contrárias.
Mais recentemente está a decorrer um outro estudo designado Interphone e que foi levado a cabo por Austrália, Canada, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suiça e Inglaterra. No entanto os resultados deste estudo deviam ter sido divulgados em 2005 e não foi feito qualquer comunicado, Muitos afirmam que há discordância dentro do grupo, relativamente à forma como os resultados deverão ser apresentados, uma vez que existe o receio destes poderem assustar a população.

O mais grave dos telemóveis é que eles são cada vez mais usados pelas camadas mais jovens que são objecto de campanhas de marketing agressivas, no sentido de os levarem a passar mais tempo ao telemóvel.
Muitos pais protestam contra as antenas de telemóvel junto às escolas, mas não hesitam em comprar um telemóvel ao filho.
Ao contrário de um adulto cujo organismo já está desenvolvido, os jovens ainda se encontram num processo de crescimento e desenvolvimento. Uma criança de 10 anos tem uma espessura do crânio inferior à de um adulto. Ao usar um telemóvel o seu cérebro vai estar exposto a níveis de radiação superiores ao de um adulto cujo crânio oferece uma maior atenuação a este tipo de radiação. Apesar de inteligente, um telemóvel poderá emitir no seu máximo e potência, não distinguindo entre uma criança e um adulto.
Muitos estudos apontam para tumores no cérebro, ouvido, olhos e glândulas salivares.
Como exemplo, uma figura pública, o Ministro Jorge Coelho, que afirmava passar mais de 400 horas por mês ao telemóvel, foi operado a um tumor no ouvido.

Aqui ficam algumas recomendações para se protegerem quando usam um telemóvel:
  • Use o telemóvel em alta-voz de forma a evitar que este esteja em contacto com o seu corpo
  • Tente falar o mínimo de tempo ao telemóvel
  • Prefira falar ao telemóvel em locais ao ar livre e evite usá-lo dentro do carro ou edifícios, onde o sinal será mais fraco, levando a que a radiação do telemóvel seja maior
  • Apesar de haver alguma controvérsia com os auriculares, é preferível usar um auricular sem fios do que encostar o telemóvel ao ouvido
  • Caso esteja numa zona com um sinal de rede fraco, não use o telemóvel. Este irá de certeza funcionar no máximo da sua potência.
  • Evite trazer o telemóvel à cintura. Ao contrário do nosso crânio que oferece alguma protecção ao cérebro, ao nível abdominal não há qualquer protecção que atenue os efeitos da radiação e os rins, fígado e aparelho reprodutor são bons condutores de energia
  • Evite transportar o telemóvel junto ao corpo, como no bolso do casaco, bolso das calças ou cinto. No trabalho ou em casa coloque o telemóvel afastado do seu corpo.
  • Se usar um auricular mantenha o telemóvel afastado do corpo.
  • Eduque os seus filhos acerca da utilização do telemóvel. As chamadas deverão ser o mais curtas possível e se possível deverão recorrer ao envio de mensagens SMS . Se fizer isto, vai poupar dinheiro e proteger os seus filhos.
  • Se tiver de colocar o telemóvel no ouvido, vá mudando de ouvido caso a conversa se prolongue
  • Guarde as conversas longas para os telefones com fio da rede fixa. Atenção que grande parte dos telefones da rede fixa vêm sem fio, pelo que também existe o perigo de exposição aos campos electromagnésticos desses telefones
  • Não durma com o telemóvel na cabeceira
  • Prefira modelos de telemóvel com menores potências de radiação, (níveis SAR mais baixos), não se deixe levar apenas por o estilo ou outras funcionalidades. Se o vendedor de telemóveis não lhe souber dar esta informação, pesquise na Internet.
  • Tenha cuidado com as campanhas publicitárias enganosas referentes a ships anti-radiação para colocar no telemóvel.
Um Telemóvel facilmente atinge um valor de 100 V/m, que estarão aplicados directamente no nosso cérebro, mas para além dos telemóveis existem alguns aparelhos em nossa casa com os quais devemos ter alguma atenção:
  • Um micro-ondas cozinha os alimentos numa frequência de 2.45 Ghz mas numa potência por vezes acima dos 1000W. Quando ligar o Microondas, mantenha-se a uma distância de cerca de 2 metros (se tiver espaço na cozinha, caso contrário saia da cozinha). Uma medição num Microondas a 700 W deu uma medida de cerca de 100 V/m junto da porta do Microondas e 28 V/m, nas traseiras do microondas do outro lado da parede.
  • Uma televisão de sala das antigas CRT (tipo caixote) apresentou um valor de cerca de 70 V/m junto ao ecran. Uma distância de cerca de 2 metros já é segura.
  • O mesmo já não acontece com os TFTs, um monitor de 19” marcou um campo eléctrico de 0 V/m o que o torna seguro para pequenas distâncias.
  • Os rádio relógios de cabeceira sempre tiveram fama de apresentar um alto nível de radiação, mas assisti a uma medição onde tal não se confirmou
  • Atenção às redes Wi-Fi em casa usem-nas o mínimo possível, pelo menos afastem-se das antenas e desliguem os equipamentos quando não precisarem. Como alternativa podem usar o soluções de Ethernet PowerLine, onde a transmissão é feita pela rede eléctrica da vossa casa.
  • Alguns pais compram câmaras de vigilância para colocar junto dos berços dos bebés, No entanto estas câmaras transmitem a imagem via rádio e alguns modelos poderão apresentar grandes níveis de radiação para os bebés

Não esquecer que todos estes equipamentos mencionados apenas poderão representar perigo quando estão ligados, ao contrário de uma antena de Telemóvel que está permanentemente a emitir campos electromagnéticos.

domingo, 23 de março de 2008

Os vários contactos feitos à Camara Municipal de Oeiras e à ANACOM

Ao longo de 4 meses foram enviadas 3 cartas à Camara Municipal de Oeiras onde foram divulgados alguns dos estudos mais preocupantes relativamente ao problema da instalação de antenas de telemóvel junto das habitações. Todos esses estudos estão publicados neste blog. Nestas cartas foi igualmente expressa a nossa preocupação como pais de família que acima de tudo procuramos proteger o que nos é mais precioso que é a nossa família. Foram igualmente reportados algumas situações de saúde, nomeadamente de uma crianças com menos de 4 anos que tem dificuldades em dormir.
A Camara Municipal de Oeiras respondeu à primeira carta e informou que tinha contactado a ANACOM. No entanto, a ANACOM já tinha sido contactada previamente para efectuar medidas no local.
A CM de Oeiras deu a entender que a sua preocupação prende-se com o enquadramento paisagístico das antenas no topo dos telhados e até hoje não tivemos mais qualquer outro tipo de resposta.
A ANACOM fez as suas medidas de uma forma bastante profissional mas só divulgou o resultado 3 meses depois. Segundo eles os valores encontram-se dentro da lei. Foram-lhes pedidos os valores de medição, mas até hoje ainda não houve qualquer resposta. Como referência ficaram os valores a que assistimos durante os ensaios e que chegaram ao 10 V/m num período em que as pessoas estão no trabalho e que o tráfego de comunicações de telemóveis é bastante baixo. Tal como já foi referido neste blog, teria sido interessante que o teste tivesse sido feito fora do horário de trabalho, para ver os níveis de radiação no período nocturno onde as pessoas já regressaram a suas casas e estão a usar os seus telemóveis.
Resumindo, confirma-se aquilo que alguns dos leitores nos disseram, a ANACOM limita-se a respeitar uma lei que é contraditória em vários países, tal como aqui já foi referido, e a CM de Oeiras que deveria de ser a entidade a proteger os seus munícipes transfere para a ANACOM as questões de segurança.
Daqui a alguns anos, quando alguém criar leis que imponham mais rigor na forma escandalosa com que estas antenas são instaladas, certamente que para muitos o mal já estará feito.
Tal como já foi referido, não se pretende criar uma guerra com as empresas de comunicações móveis, apenas pedimos que haja bom senso por parte de quem autoriza a instalação destas antenas.

Das respostas que recebemos destas duas entidades chegamos à triste conclusão que estamos completamente sozinhos quando somos obrigados a viver nas imediações destas antenas e a expormo-nos a eventuais efeitos adversos que daí possam surgir com o passar dos anos.
Se olharmos para o lado e virmos o problema das linhas de Alta Tensão cujo principio é muito semelhante, os resultados não foram muito diferentes. Nunca ninguém quis saber do problema e nunca houve respostas concretas para a sua solução. Isto porque ninguém reconhece o problema. Reconhecer o problema custa muito dinheiro em comparação com a vidas das pessoas, que pelos vistos, não valem assim tanto. Só quando o povo assume a atitude de Zé povinho e vem para as ruas manifestar-se, então aí sim, este problema não reconhecido deixa de ser social e passa a ser politico. Nesta situação, o tal problema que ninguém quer assumir, é promovido a um problema que apesar de continuar a não ser reconhecido como tal, passa a beneficiar de um conjunto de medidas preventivas que apesar de custarem muito dinheiro já vão ao encontro daqueles que se manifestam.
Será que neste país a única forma dos cidadãos serem ouvidos é manifestarem-se nas ruas?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O que nos deveriam informar sobre as antenas de Telemóvel

Após vários de meses de pesquisa desde a criação deste blog, podemos enumerar de forma resumida alguns dos factos aqui mencionados e que ninguém nos ensina no nosso dia a dia:
  • Os campos electromagnéticos provenientes das antenas de telemóvel, são designados por radiação não ionizante que em nada tem a haver com a radioactividade que é caracterizada por radiação ionizante
  • A forma de avaliar este tipo de radiação electromagnética é através de medição e as unidades de engenharia mais usadas são:
    • campo eléctrico, expresso em V/m
    • densidade de potência µW/cm² (w/m²)
  • Não existe um consenso quanto aos valores de segurança a que o público em geral deva estar sujeito. Diferentes países, diferentes níveis de preocupação para com a segurança. Os países que menos protegem os seus cidadãos são: Estados Unidos e Países como Portugal, Inglaterra e Espanha, entre outros. Para uma frequência de 900 MHz (usada na rede GSM), Portugal permite um máximo de 450 µW/cm² quando comparado com países como China e Rússia com 10 µW/cm², Suíça 4.2 µW/cm², Itália 2.5 µW/cm² e Áustria (Salzburgo) 0.1 µW/cm².
  • Os valores de Portugal são altos o suficiente para permitir que as antenas de Telemóvel sejam colocadas no meio das habitações sem que estes máximos sejam atingidos. No entanto, muitos dos valores considerados "seguros" em Portugal, seriam considerados perigosos em certos países.
  • A propagação dos campos electromagnéticos de uma antena não têm igual intensidade em todas as direcções. Os chamados globos de propagação são mais intensos junto da antena e na horizontal. Isto leva a que os moradores em prédios mais altos e mais próximos das antenas, possam estar sujeitos a maiores campos electromagnéticos.
  • Existem estudos que apontam várias doenças associadas às radiações electromagnéticas destas antenas: fadiga, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite, distúrbios do sono, tendências depressivas, sentimento de desconforto, falta de concentração, perdas de memória, perturbações visuais, palpitações cardíacas e o cancro.
  • Ao contrário de outras fontes de radiação electromagnética como os microondas, televisões, telefones fixos com antena, redes informáticas Wi-fi, etc, que apenas emitem quando os equipamentos são ligados, as antenas de telemóvel estão permanentemente a emitir (24 horas por dia todos os dias do ano) e os seus campos electromagnéticos penetram as nossas habitações que não nos garantem segurança, sendo que as janelas são a estrutura da habitação que menor resistência oferece a este tipo de radiação.
  • Portugal baseia-se nas normas da organização ICNIRP que apenas reconhece os efeitos térmicos provocados pela radiação electromagnética como maléficos para os tecidos do nosso organismo. No entanto, existem outros estudos que consideram os efeitos não-termicos associados a campos de muito baixa intensidades, como causadores de outras doenças atribuídas a este tipo de radiação. Esta é uma das razões pelas quais alguns países apresentam limites tão restritivos como 0.1 µW/cm² (Salzburgo) em comparação com Portugal que permite 450 µW/cm².
  • Dos muitos testes já efectuados e dos muitos que ainda há por fazer, uma conclusão tem sido óbvia, todos são unânimes em afirmar que NINGUÉM sabe prever quais as consequências que a exposição prolongada a este tipo de radiação poderá trazer para a nossa saúde.
  • Apesar das muitas dúvidas que este tema levanta, por incrível que pareça, não levam a que sejam tomadas medidas de precaução que impeçam as antenas de telemóvel de serem instaladas nas habitações, perto de outras habitações ou à mesma altura destas.
Será que as nossas vidas e as dos nossos filhos valerão tão pouco para que sejam jogadas neste jogo de interesses cujo final poderá levar anos até que saibamos se fomos ou não afectados? Será que é isto que nós queremos para os nossos filhos quando a nossa obrigação é garantir que eles cresçam em segurança?

Estas e muitas outras questões foram aqui levantadas, mas muito há ainda por dizer e muito pouco ou quase nada se faz para inverter esta permissividade das empresas de telecomunicações que erguem as suas antenas nos prédios daqueles que se deixam comprar e que por ignorância ou pela ganância do dinheiro, não pensam no risco gratuito que acarretam para todos os seus vizinhos. E tudo isto acontece à frente dos nossos olhos que de uma forma incrédula poderemos estar a ser condenados sem que alguém nos valha.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Orange retirou uma antena de um prédio onde os casos de cancro aumentaram acima da média

A empresa de comunicações móveis Orange removeu uma antena de um prédio após 7 residentes terem sido vitimas do cancro. Três já morreram e quatro continuam a batalhar contra a doenças desde que dois mastros foram instalados no telhado de um bloco de cinco prédios que ficou conhecido como a torre do demónio.

O rácio de casos de cancro nos apartamentos de topo, nos quais cinco dos oito apartamentos foram afectados e onde viviam os três que morreram, é de 20%, ou seja, 10 vezes mais do que a média nacional.

Residentes de uma rua próxima também se queixaram de terríveis dores de cabeça e de outros sintomas.

A empresa Orange só removeu a antena ao fim de cinco anos de pressão por parte dos moradores e das autoridades locias. O outro mastro é da Vodafone que não tenciona removê-lo.


Quando vemos imagens de países subdesenvolvidos como o Rwanda onde não existem direitos humanos que protejam aqueles que em pleno século XXI morrem como a sua vida não tivesse qualquer valor, pergunto-me se seremos assim tão diferentes ao permitir que nós sejamos afectados por esta morte lenta que de uma forma diplomática e politicamente correcta, afecta crianças, adultos e idosos. Como é possível que NINGUÉM faça nada contra os interesses econónimos destas empresas?

A radiação dos telemóveis podem alterar a produção de proteínas da pele humana

Um novo estudo efectuado pela "Finnish Radiation and Nuclear Safety Authority" (STUK) sobre os efeitos da radiação dos telemóveis na pele humana, veio reforçar a teoria de que os tecidos vivos respondem às radiações dos telemóveis.
Os resultados foram publicados no jornal "BMC Genomics" em 11 Fevereiro de 2008.

Neste estudo uma pequena área da pele no antebraço de 10 voluntários, foi exposta a um sinal de GSM durante 1 hora.
Depois deste tempo, foram feitas biopsias à pele nas zonas expostas e não expostas de forma a examinar todas as proteínas extraídas. A análise a 580 proteínas identificou 8 proteínas que foram significativamente afectadas.

"A radiação dos telemóveis tem efeitos biológicos. Mesmo que as alterações sejam pequenas, elas existem", diz Darius Leszcynski, professor de investigação no STUK.

Estudos recentes já mostraram que os campos electromagnéticos provenientes dos telemóveis provocam alterações na composição da proteína e actividade ao nível celular. Contudo, este estudo torna-se único uma vez que é o primeiro a provar que uma exposição local da pele humana a radiações electromagnéticas podem criar alterações ao nível da produção de proteína.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Os Telemóveis podem provocar autismo?

Um novo estudo levado a cabo por uma clínica privada no Texas, sugere que a radiação electromagnética emitida pelos telemóveis, pelas antenas base e pelos dispositivos Wi-Fi, podem ser a causa do aumento da taxa de casos de autismo nos Estados Unidos. De acordo com o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), em 1970 uma em cada 10 000 crianças era afectada por esta doença. Hoje a taxa passou para uma criança autista em cada 150.
O estudo levado a cabo pela fundadora da Internal Balance, refere que o efeito da radiação electromagnética no nosso corpo pode ser responsável por este aumento de casos de autismo.
O resultado de cinco anos de estudo, conclui que este tipo de radiações afecta a membrana das células levando à criação de metais pesados tóxicos que estão fortemente relacionados com o autismo.
A autora deste estudo, Tamara Mariea, explica que os pais devem de lutar para protegerem os seus filhos uma vez que a sua pesquisa indica que quantas mais antenas de telemóvel forem instaladas, quantas mais comunicações móveis forem efectuadas e quantas mais tecnologia Wi-Fi forem utilizadas, maiores serão os riscos do autismo.

A Ministra da Saúde francesa alerta contra o uso excessivo dos telemóveis

A França não só proibiu fumar em cafés e locais público, como também estão na linha da frente contra os riscos para a saúde devido à utilização dos telemóveis.
A ministra Bachelot-Narquin fez uma declaração alertando o público para a utilização excessiva dos telemóveis e apareceu mesmo no canal de televisão France 2 TV, reacendendo a polémica da ligação do cancro ao uso dos telemóveis.
A ministra adverte as pessoas especialmente as crianças para encortar as chamadas, evitando-as mesmo em locais com pouca cobertura, e a manterem o telemóvel afastado do corpo usando auriculares.

Aparentemente dados estatísticos referem que a Finlândia, que é o País no mundo com mais telemóveis per capita, tem como segunda causa de morte o aparecimento de tumores que estão relacionados com 23% das mortes entre homens e mulheres.

Uma coisa é certa, o relacionamento dos telemóveis com o cancro vai continuar a dar que falar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Efeito dos telemóveis na saúde de novo em debate nos EUA

Noticia transcrita na integra do Jornal "Sol" de 18-01-2008:

O National Research Council dos Estados Unidos alertou para a necessidade de serem novamente estudados os possíveis danos dos telemóveis na saúde, em especial no que concerne a crianças e grávidas. O organismo manifestou ainda preocupação com o aumento de dispositivos wireless.


O National Research Council presta aconselhamento ao Congresso e Governo Federal em matérias de natureza científica e juntou vários especialistas para debater a questão.

A maioria dos estudos efectuados até ao momento apenas tiveram em conta os efeitos a curto prazo em adultos saudáveis, mas os especialistas defendem a necessidade de serem efectuados mais estudos, abordando a exposição prolongada a rádio-frequência.

«Medir a quantidade de energia por rádio-frequência recebida por jovens, crianças ou grávidas de dispositivos wireless ou de antenas pode ajudar a definir os níveis de exposição de várias populações», afirmou o organismo em comunicado, citado pela Reuters.

«Apesar de desconhecermos se as crianças são mais susceptíveis à exposição por rádio-frequência, o risco pode ser maior por estarem em fase de desenvolvimento», sustentam.

O relatório elaborado pelos especialistas refere ainda que as crianças vão viver um período de exposição de rádio-frequência a partir de telemóveis muito mais prolongado que os adultos, uma vez que começam a usar os equipamentos mais cedo.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Projecto monIT - Medições efectuadas por todo o país

Recentemente foi publicitado na televisão e nos jornais um estudo elaborado pelo Instituto Superior Técnico, com o nome monIT, e com o objectivo de efectuar medições dos campos electromagnéticos por todo o País. Foram avaliados centenas de locais e os resultados foram publicado na Internet, podendo ser consultados em http://www.lx.it.pt/monit/.
Das muitas medições efectuadas, este estudo conclui que os valores medidos estão abaixo dos valores de segurança definidos para o público em geral.
Após consultar largas dezenas de medições, rapidamente constatamos que todas as medidas foram feitas ao nível do chão, com raras excepções onde se encontram medições a 4 metros do chão.Segundo as medições, os valores apresentados são de facto baixos, com a maioria entre os 0.5 V/m e os 2 V/m. Aplicando a estas medições o padrão de rigor de outros países, praticamente apenas em Salzburgo é que estes valores não seriam considerados seguros. Tudo isto significa que se você morar num R/C junto ao chão, poderá ficar mais confortado com estes valores (confortado não significa seguro, mas poderá dizer-se que está mais seguro).
Recapitulando o que já foi dito quanto ao modo de propagação das rádio frequências que apresentam uma maior potência de campo ao nível da antena, faz com que os campos electromagnéticos ao nível da antena sejam muito superiores do que ao nível do chão. A forma como foram feitas as medições deste estudo, exclui por completo todos aqueles que moram em andares mais altos.
Para terem uma ideia ( e já foi aqui mencionado), numa medição feita pela ANACOM num último andar de um prédio a cerca de 60 metros de 2 antenas que ficavam uns 3 metros acima do nível do apartamento (a 20 metros do solo), os valores chegaram a atingir os 10 V/m. No estudo efectuado, valores desta natureza apenas foram encontrados no Aeroporto de Lisboa. Saindo deste apartamento no último andar para a rua, os valores medidos eram de apenas 1.5 V/m, que estão dentro dos valores publicados neste estudo MonIT.De salientar que o projecto durou cerca de 5 anos, mas infelizmente e apesar do muito trabalho que os técnicos fizeram (desde levantamentos topográficos à elaboração de diagramas, fotografias, até à compilação de toda a informação), as medições foram efectuadas no melhor local que é no chão, abaixo do nível das antenas. Seria interessante que nos casos em que as antenas estão rodeados por outros prédios mais altos, as medições contemplassem também os moradores que habitam perto do nível da antena. Apesar de tudo, estão feitas medições dentro de muitos centro comerciais, onde muita gente passa parte da sua vida e é sempre bom saber que o podemos fazer sem grande risco para a saúde.
Aproveito para salientar que numa conferência realizada em Salzburgo (podem consultar em http://www.verdinrete.it/ondakiller/salzburg.pdf). Os Russos (cujo valor máximo permito por lei é de 10 µW/cm², que corresponde a 6.14 V/m) apresentam estudos de medições em que a primeira fila de prédios a seguir a uma antena apresentam valores máximos de 0.93 µW/cm² (que corresponde a 1.87 V/m), ou seja, este é o valor máximo a que qualquer pessoa do prédio está exposta e não apenas as pessoas que moram ao nível da Rua.
O estudo MonIT é interessante, mas não serve os interesses daqueles que moram perto das antenas e próximos do nível a que a antena está instalada.



terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Para além dos efeitos térmicos também somos afectados pelos efeitos não térmicos provocados pelas antenas de Telemóvel

Os principais pressupostos em que os estudos sobre os efeitos biológicos resultantes da exposição aos campos electromagnéticos se baseiam, apenas identificam a possibilidade do nosso tecido biológico ser afectado pelo aumento de temperatura provocado pelos campos electromagnéticos que penetram no nosso corpo. Deste modo, Organizações como o ICNIRP impõem limites máximos de exposição de 41.25 V/m que correspondem a uma densidade de potência de 450 µW/cm² (para frequências de 900 MHz e como já referido em artigos anteriores). Esta Organização pela qual Portugal adoptou as suas normas, apesar de usar estes valores que já são demasiado altos em comparação com os valores limites usados por outros países, não reconhece que para além do efeito térmico, haja outros efeitos provados pelas rádio frequências provenientes das antenas de Telemóvel que possam prejudicar a nossa saúde.
No entanto, já existem estudos que identificam diversos efeitos biológicos provenientes de rádio frequências com campos electromagnéticos demasiado fracos para que os seus efeitos térmicos possam justificar estas implicações na saúde do nosso corpo. Ou seja, mesmo com valores muito abaixo dos limites que Portugal se baseia, foram detectados efeitos prejudiciais à nossa saúde e a sua natureza é devida ao efeitos não térmicos que não são reconhecidos por Organizações como o ICNIRP, mas que são tidos em conta por Países como Rússia, China, Áustria entre outros.
Os efeitos não térmicos podem ser identificados em várias categorias que apesar de algumas se poderem sobrepor, todas elas são diferentes entre si apesar de poderem estar relacionadas, como por exemplo, o facto do nosso sistemas imunitário ficar mais debilitado facilita o aparecimento de doenças como o cancro.
A lista de categorias está em Inglês para que não se perca o seu significado na tradução:
  • 1. Ion movement effects
  • 2. Calcium efflux
  • 3. Ion Cyclotron Resonance, and similar mechanisms
  • 4. Effects on Ion receptor proteins
  • 5. DNA, sister chromatid exchange (SCE) and micronuclei (MN) related effects
  • 6. Cell membrane related effects
  • 7. Effects on enzymes
  • 8. Immune system related effects
  • 9. Effects on EEG and sleep; cognitive effects
  • 10. Effects on the blood brain barrier
  • 11. Ocular effects
  • 12. Cancer related effects
  • 13. Effects related to cancer subtypes and solid tumour formation
Este estudo, se bem que muito técnico, por ser consultado em:
Origin of SAR Regulatory Levels

Todos estas categorias fazem parte dos efeitos não térmicos que têm implicações na nossa saúde e que não são reconhecidos pela legislação adoptada por Portugal, apesar de terem já sido identificados em vários estudos.
Isto reforça cada vez mais a preocupação daqueles que moram na proximidade de uma antena de telemóvel com valores de exposição dentro da legislação portuguesa que não considera estes efeitos como nocivos para a nossa saúde.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Telemóveis associados a maior risco de Cancro

Noticia transcrita na integra do Jornal "Público":

Investigação publicada no American Journal of Epidemiology
Telemóveis associados a maior risco de cancro
2007-12-07 12:44:00 PÚBLICO

As radiações das ondas emitidas pelos telemóveis aumentam o risco de cancro das glândulas salivares, segundo um estudo de investigadores israelitas divulgado hoje pela AFP e publicado na edição de Dezembro da American Journal of Epidemiology.

O trabalho permitiu concluir que os riscos deste tipo de cancro são 50 por cento maiores para os utilizadores frequentes de telemóveis (22 horas por mês ou mais). O perigo aumenta se os utilizadores usarem frequentemente a mesmo lado (orelha) para a comunicação. “Os resultados sugerem que existe uma relação de causa efeito entre os telemóveis e o desenvolvimento de tumores nas glândulas salivares”, concluem os investigadores.

Num grupo de 460 doentes, 58 desenvolveram tumores malignos e em 402 foram detectados tumores benignos das glândulas.

A investigação foi liderada por Sigal Sadetzki, do centro médico Tel Hashomer de Tel Aviv e terá sido apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A possível ligação entre o cancro e a utilização dos telemóveis tem sido muito estudada ao longo dos anos. Aparentemente, ainda não existem provas que permitam concluir que existe uma relação directa entre o aparecimento de tumores no cérebro e os aparelhos, no entanto, alguns especialistas defendem que devem ser aprofundados os estudos que se dediquem à utilização a longo prazo.

Estudo sobre as antenas de Telemóvel e os casos de Cancro no concelho de Gijon (Espanha)

Um estudo interessante e preocupante efectuado por 13 alunos do secundário de uma escola espanhola “La Asuncion”, fez um levantamento dos casos de cancro no concelho de Gijon (Espanha).
Nesta zona existem 92 estações base com mais 299 mastros com antenas. No bairro de “El Llano” com 14 estações base é o que apresenta os níveis de radiações mais elevados e nos últimos 5 anos foi onde se registaram um maior número de casos de cancro, 760 no total.
Os estudantes que fizeram este levantamento, apenas pretenderam mostrar os dados obtidos mas coincidência ou não a situação revelada é alarmante.
O seu estudo concluiu que as situações de cancro são muito aleatória nas ruas perto das antenas de telemóvel, não havendo uma base estatística como nas ruas não afectadas em que estes valores são mais constantes. Por outro lado, as antenas não emitem para todas as direcções, os elementos das antenas têm associados feixes de propagação e os estudos demonstraram que os casos de cancro têm maior concentração nas habitações afectadas pelos feixes das antenas. Os autores deste estudo apelidaram esta situação de “efeito de cone” uma vez que é a figura geométrica que obtiveram quando marcaram no mapa as casas das pessoas a quem foi diagnosticado cancro nos últimos 5 anos. Mais grave ainda, é que este estudo concluiu também que o número de novos casos de cancro teve uma maior taxa nos edifícios que são afectados por várias antenas.
Pode consultar este estudo em:
Versão Espanhola
Versão Inglesa
Artigo do Jornal



quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Em Portugal estamos seguros contra as radiações electromagnéticas das antenas!!??

Após meses de pesquisa na Internet, chegamos à conclusão que estudos já existem muitos, a única diferença é na atitude que os Países tomam para com os seus cidadãos.
Portugal como anteriormente referido segue as normas do ICNIRP e muitos outros países que acharam os valores demasiado altos, optaram por fazer os seus estudos e impor os seus valores de segurança. A discrepância é tão brutal que decidimos colocar na barra lateral deste blog, um gráfico com o Rancking dos Países que mais se preocupam com os seus cidadãos e o que é facto é que Portugal está com os Países que se encontram no fim da tabela ao contrário da Nova Zelândia que destronou a Áustria ao permitir apenas uns 0.06 V/m. Será que o corpo de técnicos e cientistas do ICNIRP sabe mais que os técnicos dos outros países, ou haverá outros valores que falam mais alto?
A Espanha tem o mesmo problema que nós, uma vez que também segue o ICNIRP (se bem que nem todas as regiões aderiram a esta norma), no entanto existem uma série de estudos espanhóis que também concluem a perigosidade na forma como a população é exposta a valores tão elevados. Um dos erros apontados ao ICNIRP é que eles apenas vêm o efeito térmico da radiação e aparentemente este não é o único problema que afecta o nosso corpo.
Dos muitos estudos aqui divulgados, apresentamos um estudo espanhol que regista problemas detectados em pessoas expostas, nas suas habitações, a valores inferiores a 1.29 V/m (Em comparação com os nossos 41.25 V/m até parece que estamos a falar de uma escala diferente), dos quais estão incluídos sintomas como: fadiga, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite, distúrbios do sono, tendências depressivas, sentimento de desconforto, falta de concentração, perdas de memória, perturbações visuais e palpitações cardíacas.
Consultar estudo The Microwave Syndrome

Hoje vemos os países divididos quanto ao problema da radiação. Em Portugal limita-mo-nos a seguir as regras dos 41.25 V/m como valor máximo ( para 900 MHz) e qualquer valor abaixo é considerado dentro da lei mesmo quando se fala de pessoas que têm 10 V/m na sua casa e onde habitam grávidas e crianças. Noutros Países como a Suiça ou Áustria, com limites máximos inferiores a 3 V/m estas pessoas já não estariam em segurança. Não sei se com os nossos valores tão elevados, haverá alguém a morar perto de uma antena que esteja a funcionar à margem da lei.
Por outro lado as próprias pessoas preferem viver na ignorância do que a preocupar-se com algo, que pensam elas, deverá ser da responsabilidade de alguma entidade que as irá proteger deste tipo de problemas. Más notícias para todos vocês, a nossa legislação referente à protecção contra as radiações electromagnéticas está feita para que os empresas de telemóvel possam rentabilizar ao máximo as suas antenas junto das nossas casas e quanto mais perto mais cobertura nós temos para fazer chamadas e menos antenas eles têm de instalar para cobrir uma determinada zona. Se a legislação os obrigasse a usar antenas menos potentes ou a garantirem menores valores de radiação para a população, certamente que eles teriam de gastar muito mais dinheiro para cobrir a mesma área.
Aparentemente as Camâras Municipais que têm de autorizar a instalação das antenas, tendem a ter uma preocupação mais paisagística do que com a saúde pública, remetendo qualquer situação de análise para a nossa autoridade competente que é a ANACOM. Este organismo por sua vez respeita a lei imposta pela norma do ICNIRP rejeitada por outros países mas que para Portugal é aceitável o suficiente para que todos nós tenhamos de habitar junto das antenas. Mesmo em situações extremas em que ao abrirmos a nossa janela estas aparecem à nossa altura a bombardear-nos com a sua radiação, Portugal diz-nos para não nos preocuparmos porque os valores apesar de perigosos noutros países, aqui na nossa terra, são completamente inofensivos, quer dizer ..., estão dentro da lei.


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Viver numa casa ao nível de uma antena é mais perigosos do que viver na rua?

Se mora nos andares mais altos, ou se viver perto do nível da antena poderá correr um risco acrescido em comparação com quem vive em andares mais baixos.
A explicação é simples, os campos de propagação das antenas são mais intensos na horizontal, ou seja as emissões são mais forte na zona envolvente e perto da cota (altura) onde se encontram os elementos da antena.
Apesar da atenuação do sinal emitido por estas antenas ser muito forte com o aumento da distância à antena, para a mesma distância o sinal mantém-se mais forte à altura da antena do que ao nível do chão.
Onde é que está o bom senso das pessoas quando estas concedem licenças de instalação, permitindo que haja antenas instaladas a escassas dezenas de metros e ao mesmo nível (ou próximo) de outras habitações? Mais ainda, como é possível que alguns elementos de algumas antenas estejam inclinados para baixo, fazendo com que a propagação principal em vez de se fazer na horizontal, seja feita na diagonal de forma a apanhar mais habitações? Se as antenas têm que existir, ao menos que as instalem em locais altos e a distâncias seguras das casas das pessoas sem que as habitações fiquem expostas ao feixe (globo) horizontal da antena . Pelos visto estas medidas apesar de serem mais seguras para nós apresentam maiores custos para as operadores que preferem gastar menos dinheiro na sua colocação em prédios independentemente destes estarem ou não rodeados de outros prédios com a mesma altura.
Numa medição feita num 5º andar a cerca de 60 metros de 2 antenas, foram detectados valores máximos de 10 V/m em comparação com os 1.5 V/m detectados ao nível do R/C do mesmo prédio mas na rua (valor cerca de 7.5 vezes inferior). Ou seja, pode dizer-se que poderá ser mais seguro (ou menos perigoso) viver na rua do que na nossa casa. Isto é no mínimo ridiculo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Atenção às antenas disfarçadas!

A preocupação de morar junto a antena de telemóvel, apenas pode piorar se aparecer mais uma ou mais antenas.
Infelizmente descobriu-se que já há muito tempo que convivemos com uma outra antena que apenas não era visível porque estava disfarçada de chaminé (o termo técnico é dissimulada). Esta é de facto uma forma hábil e discreta de instalar uma antena no topo de um prédio sem chamar a atenção dos vizinhos. Já tinha visto "pinheiros" nas estradas mas chaminés é a primeira vez. Quem quiser vislumbrar este raro monumento só tem de olhar para o telhado do Nº 22 da Av. Brasília, mesmo a seguir à antena do Nº 20 da mesma avenida que já se pode intitular a Avenida das antenas.
De facto é necessário desconfiar de tudo o que possa parecer fora do normal no topo de um telhado. Estas chaminés apesar de serem maiores que as restantes, conseguiram ludribriar todos aqueles não assistiram à sua instalaçao.

No próximo artigo iremos abordar o perigo que as antenas representam quando montadas ao nível de outras habitações e até nisto o bom senso das pessoas falha.

sábado, 3 de novembro de 2007

Como é que os vários Países protegem os seus cidadãos da radiação electromagnética

Existem várias organizações que definem limites de segurança quanto aos valores máximos de radiação (SAR - Specific Absortion Rate) a que o público em geral poderá estar exposto. Os Estados Unidos seguem a Norma C95.1 desenvolvida pelo IEEE, o Canadá segue as normas da FCC e a Nova Zelândia e alguns países da Europa como Portugal, seguem a norma do ICNIRP que impõe um SAR de 0.08W/Kg para todo o corpo e que corresponde um campo eléctrico máximo de 41.25 V/m, para uma frequência de 900 MHz (GSM), a que corresponde uma densidade de potência de 450 µW/cm².
Contudo, alguns países não acreditam nos limites de segurança impostos por estas organizações e acabam por impôr limites mais restritivos quanto ao máximo de radiação que os seus cidadãos podem estar sujeitos 24 horas/dia.
Os valores indicados no gráfico correspondem ao nível de exposição expresso em µW/cm² para a frequência de 900 MHz, usada na comunicação GSM. Quanto mais alto o valor, maior o risco para saúde.

Verificamos que Portugal (que respeita a norma ICNIRP) permite que todos nós estejamos sujeitos a um máximo de 450 µW/cm² (41.25 V/m). No entanto, noutros países como a Rússia e China, o máximo imposto é de apenas 10 µW/cm² (6.140 V/M que é 6.7 vezes inferior a Portugal), na Suíça é de 4.2 µW/cm² (4 V/m que é 10.3 vezes inferior a Portugal), na Itália é de 2.5 µW/cm² (3 V/m que é 13.75 vezes inferior ao de Portugal) e na Áustria (em Salzburgo) é o mais restritivo com apenas 0.1 µW/cm² (0.614 V/m que é 67 vezes inferior ao de Portugal)!!

É caso para perguntar, porque é que estes Países ao contrário de Portugal, não acreditam nos estudos destas organizações? Certamente que deram mais atenção aos inúmeros sinais de alerta já evidenciados e acima de tudo não desvalorizaram o risco e preferiram optar pela segurança das pessoas. Convém referir que Salzburgo foi a terra de muitos cientistas que estudaram os campos electromagnéticos, não sendo por isso de desprezar a preocupação deste povo, pelo contrário, esta medida de protecção dos seus cidadãos deveria de ser seguida por todos os Países. O facto dos operadores móveis terem de instalar as suas antenas tendo de garantir que as pessoas não estão expostas a mais do que 0.1 µW/cm² simplesmente obrigou-os a adaptar a sua tecnologia às pessoas, ou seja, em Salzburgo as pessoas falam ao Telemóvel como nós mas o seu limite máximo de radiação poderá ser 67 vezes inferior ao nosso.
De salientar que enquanto nós continuamos com estes elevados valores de referência, países como a Itália e a Nova Zelândia têm como objectivo chegar aos 0.1 µW/cm².

Se Portugal seguisse o exemplo da Áustria, possivelmente seria a cura de muitas das chamadas "pequenas doenças" que nos tiram qualidade de vida tais como dores de cabeça, cansaço, insónias, falta de concentração, náuseas, dificuldades digestivas e palpitações cardíacas entre outras. Estas estão entre as várias doenças que a exposição à radiação electromagnética pode originar (consultar).
Talvez um dia Portugal siga estes países mais proteccionistas como medida para defender o seu povo de forma a que este possa atingir a velhice com qualidade de vida suficiente para poder continuar a trabalhar e a pagar os seus impostos. Até lá, certamente que em termos dos efeitos provocados pela radiação electromagnética provenientes das antenas de telemóvel, as crianças destes países mais protectores terão mais razões para sorrir do que as nossas crianças.


Alguns documentos de consulta:

Desde 1981 a editar notícias sobre os perigos da radiação electromagnética

Existe uma organização independente que há mais de 25 anos publica um jornal sobre o impacto na saúde dos campos e da radiação electromagnética. Ao longo dos anos as edições eram pagas e desde 2003 que foi criado um site na Internet e as publicações passaram a ser de livre acesso, aceitando no entanto doações por parte de todos aqueles que pretendam contribuir para a continuidade desta organização.

Esta organização, Microwave News, cobre todo o espectro electromagnético não ionizante, com especial destaque nos telemóveis, linhas de alta tensão, radares e torres de transmissão.
A imensidão de artigos é espantosa, há uma dinâmica muito grande no lançamento de notícias que abrangem todo o mundo e que abordam com profissionalismo esta controvérsia espalhada por todo o mundo. Apenas posso recomendar que consultam este site magnífico e façam o download das várias edições publicadas que estão disponível em formato PDF.
Link para as últimas edições deste jornal:

 
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Localização das três antenas

Pode navegar no mapa e clicar nos símbolos

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Galeria de Fotos

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Se mora junto de um prédio recheado de antenas ou se a antena instalada está a uma curta distância da sua casa ou perto do nível da sua habitação, ou se os elementos da antena estão virados para o chão ou para a sua habitação, então poderá documentar essa situação nesta galeria. Envie as fotos para o mail deste blog.
Na fotografia enquadre o seu prédio ou habitação com a antena se possível, o objectivo é criar uma galeria de fotos com antenas instaladas em locais que demonstrem falta de bom senso de quem as instala e autoriza.
Pode ver o slideshow ou seleccionar na zona inferior a foto pretendida.Ao clicar numa foto pode ver o descritivo associado.

Envie a sua foto para o mail deste blog

Questionário sobre Telemóveis e suas antenas