terça-feira, 31 de março de 2009

Antenas Telemóvel - Escola EB 2.3 , Dr. Joaquim de Barros - Paço d'Arcos



Esta semana passava eu em Paço d'Arcos quando reparei numa nova antena de Telemóvel num prédio mesmo junto a uma escola. “Esta gente nem as crianças poupa”, pensava eu. Contudo, quando olhei para a escola do outro lado da estrada, simplesmente não podia acreditar no que via, não uma, nem duas, mas sim TRÊS antenas de telemóvel montadas dentro da Escola Básica do 2º e 3º ciclo, Dr. Joaquim de Barros em Paço d'Arcos.
Como é possível que alguém seja negligente o suficiente para autorizar tamanha barbaridade, será que não gostam das crianças?
Depois de tudo o que se tem escrito neste blog, todo este cenário não é mais do que um atendado ao bem estar de todas as crianças, professores e empregados desta escola.
Porquê este risco desnecessário que poderá ter implicações futuras nas suas vidas?

Relembro que Portugal, ao contrário de outros países não reconhece os efeitos não térmicos deste tipo de radiação e não reconhece os efeitos causados por exposição a longo prazo.
Fico chocado por toda esta “brutalidade” acontecer no concelho de Oeiras, onde eu vivo, e que apesar da Câmara Municipal de Oeiras ter feito saber que não pretende ser incomodada com as preocupações daqueles que vivem em exposição permanente às radiações das antenas de telemóvel, não posso de forma alguma ficar indiferente a toda esta situação irrealista que acontece neste concelho. Uma vez mais estamos a falar de crianças que não têm culpa das más decisões daqueles que deveriam por obrigação garantir o seu bem estar.

Para os pais preocupados com a saúde dos seus filhos, aproveito para deixar uma lista dos vários organismos que podem contactar, ou não:
  • Câmara Municipal de Oeiras: Não percam tempo.
  • ANACOM: Quase de certeza que os valores referentes aos campos electromagnéticos que possam vir a ser medidos dentro da escola, respeitam os limites de segurança praticadas em Portugal, o que no mínimo impedem que os nossos filhos sejam cozidos pela radiação. Ou seja, legalmente não estará a ser cometida nenhuma agressão à vida das nossas crianças, o que não significa que seja seguro. Se fosse noutros países, o caso seria diferente.
    Se quiserem arriscar, podem contactar:
    Centro de monitorização e controlo/ fiscalização do espectro - Sul (Barcarena)
    e-mail: monitor.sul@anacom.pt
  • Direcção Geral de Saúde: Apesar de dizerem que as medidas de segurança inéditas em Portugal são suficientes para proteger os seus cidadão, talvez o facto de ser uma escola com crianças, seja motivo para alguma medida que nos surpreenda a todos.
    Contacto:
    dgsaude@dgs.pt
  • Assembleia da República: Ainda não deram resposta, mas possivelmente porque estão demasiado ocupados com a crise.
    Contacto:
    http://www.parlamento.pt/Paginas/Contactos.aspx
  • Se defendem alguma cor política e se votam neles, façam-nos ver as preocupações dos cidadãos.
    Os mails dos partidos políticos estão disponíveis em:
    http://www.parlamento.pt/Paginas/Contactos.aspx
  • Os jornais e revistas necessitam de ser alimentados e quanto mais escandalosa é a notícia, mais fácil a sua publicação.

Por último, existem mais escolas onde os seus filhos podem estudar.

Bio-Initiavite Report - Uma Verdade Inconveniente

O Bio-Initiative Report, tal como já anteriormente referido, é um documento que merece a atenção de todos, uma vez que reúne um conjunto de estudos referentes ao impacto dos campos electromagnéticos na saúde, recomendo vivamente a sua leitura. Alguns dos pontos apresentados são técnicos, mas as primeiras páginas elucidam bastante bem os malefícios deste tipo de radiação e demonstram também que os critérios que Portugal adoptou (baseado nas directrizes do ICNIRP) para protecção dos seus cidadãos são perigosos para todos nós uma vez que não contemplam os efeitos não térmicos desta radiação que estão associados a campos de baixa intensidade e também para a exposição a frequências bastante baixas.

Os resultados destes estudos são preocupantes, apenas um breve resumo do que podem econtrar neste estudo:

Legenda referente aos seguintes termos:
  • ELF: significa Frequências Extremante Baixas (Extreme Low Frequencies), associada aos campos electromagnéticos provenientes dos cabos de alta tensão.
  • RF: significa Rádio frequências (Radio Frequencies), associada aos campos electromagnéticos provenientes das antenas base de telemóvel e dos próprios telemóveis.

  • Existem poucas dúvidas de que a exposição às ELF causa leucemia infantil.As crianças com leucemia que estejam a recuperar em locais com uma exposição entre 1mG e 2mG apresentam taxas de sobrevivência muito pobres com uma taxa de mortalidade de 280% superior ao de crianças com leucemia expostas a 1mG. O ICNIRP defende os 1000mG como limite máximo de segurança (Págs. 8 e 9).
  • Para as mulheres, as ELF são um factor de risco para o aparecimento do cancro na mama quando expostas num período de longa duração a campos de 10mG ou superiores. Este é mais um ponto que foca que os actuais limites de segurança de 933 a 1000mG são simplesmente perigosos (Pág. 11, 12 e 13).
  • Alzhaimer é uma doença do sistema nervoso. Existem fortes evidências que a longa exposição às ELF representam um factor de risco para a doença de Alzheimer. Existem poucas dúvidas de que os campo electromagnéticos emitidos pelos telemóveis e pela utilização dos telemóveis, afectam a actividade eléctrica do cérebro.
  • As consequências de exposições prolongadas para as crianças, cujo sistema nervoso continua em desenvolvimento até ao fim da adolescência, são desconhecidas até ao momento. Isto pode levar a implicações para a saúde em adultos e implicações funcionais na sociedade caso os jovens vivam expostos às ELF e RF durante anos, resultando numa diminuição na capacidade de raciocínio, de juízo, memória, aprendizagem e controlo do comportamento.
  • Os efeitos derivados da longa exposição a tecnologias sem fios, incluindo emissões dos telemóveis e outros equipamentos pessoais, e de toda a exposição do corpo a transmissões RF provenientes das torres de telemóveis e das antenas não são ainda conhecidos com certezas absolutas. Contudo, o conjunto de evidências até agora constatados, sugerem que os bio-efeitos e os impactos na saúde podem e ocorrem a níveis de exposição baixos: níveis que podem ser milhares de vezes inferiores aos limites de segurança existentes para o público em geral (Págs 13, 14 e 15).
  • Tanto as ELF como as RF podem danificar o DNA dependendo de certas condições de exposição, incluindo níveis de exposição que são inferiores aos actuais limites de segurança (Págs. 15, 16 e 17).
  • Campos muito baixos de exposições às ELF e RF podem levar as células a produzir proteínas de stress (as proteinas de stress são produzidas pelas células como resposta ao ataque proveniente de toxinas ambientias ou outras condições adversas), significando que as células reconhecem as exposições às ELF e RF como prejudiciais. Esta é mais um importante argumento que levou os cientistas a documentarem as exposições às ELF e RF podem ser prejudiciais à saúde, e isto ocorre a níveis muito inferiores aos actuais limites de segurança (Pág.17).
  • Existem fortes evidências de que as exposições às ELF e RF podem originar reacções inflamatórias, reacções alérgicas e podem levar à diminuição no sistema imunológico mesmo em níveis permitidos pelos actuais limites de segurança (Págs. 18 e 19).

De facto é difícil compreender como é que alguém nos pode dizer que as medidas de segurança existentes são suficientes (esta foi a resposta que tivemos da Direcção Geral de Saúde).
Todos nós estamos diariamente expostos a campos electromagnéticos provenientes de várias fontes, não só das antenas de telemóveis. Mas o grande problema, aqui digo mais uma vez, é que quando chegamos a nossa casa, o nosso corpo não passa para um meio sem radiação, ou seja, o nosso corpo vai continuar a ser exposto aos campos electromagnéticos provenientes das antenas de telemóvel (ou cabos de alta tensão, que não abiordo neste blog) que temos nas redondezas porque emitem 24 horas por dia durante todos os dias do ano, ou seja, mesmo enquanto dormimos. O mais grave é que os nossos filhos iniciam todo este processo de exposição desde muito cedo.
Autorizar a instalação de antenas de telemóvel não é mais do que privar o nosso organismo de repouso, levando-nos à doenças e à perda de qualidade de vida.
Lembrem-se disso quando as operadoras de telemóveis vos mostrarem uns documentos coloridos a dizer que as antenas não fazem mal à saúde.

Deixo aqui uma frase retirada do Bio-Initiative Report e que todos deverão ter presente especialmente quando ouvimos alguém dizer para não nos preocuparmos que tudo isto é mais do que seguro:

“Poderá não haver um limite mínimo em que a exposição não seja perigosa para a nossa saúde. Daquilo que nós sabemos, se houver um limite mínimo a partir do qual não ocorram bio-efeitos ou efeitos adversos para a saúde, não é inteligente numa perspectiva de saúde pública, continuar com o mesmo tipo de negócio que sempre existiu, colocando no mercado novas tecnologias que aumentem as exposições às ELF e RF, especialmente as exposições involuntárias.”

terça-feira, 24 de março de 2009

Viver perto de Antenas de Telemóvel – história na primeira Pessoa

No dia 8 e 9 de Setembro de 2008, ocorreu um debate em Londres sobre “Campos electromagnéticos e saúde – uma preocupação global”, organizado pela “Radiation Research Trust” (RRT).
No debate estiveram presentes oradores provenientes do ICNIRP, WHO, Russian National Committee on Non-Ionizing Radiation Protection, entre outros.
A eles juntaram-se cientistas, políticos, advogados e cidadãos preocupados, cada um deles apresentando diferentes pontos de vista para encorajar discussão sobre os riscos associados à saúde.

Uma das oradoras foi Eileen O'Connor's que relatou a sua história pessoal:
Em 2001, com 38 anos e no auge da sua carreira, foi ao médico com a pele cheia de pequenas borbulhas e com um nódulo no peito. O nódulo foi removido em 13 de Novembro e dia 20 de Novembro confirmaram-lhe que tinha cancro na mama. Passou seis meses em quimioterapia, radioterapia, cirurgia reconstrutiva e cinco anos a tomar Tamosifen (medicamento). Durante um longo período teve de fazer mamografias, scans ultrasónicos e outros exames para ir avaliando os progressos.

A quimioterapia foi muito difícil porque ela tinha um sistema imunitário muito fraco, mesmo antes de começar o tratamento. A única forma de aguentar a quimioterapia foi através de injecções para aumentarem os glóbulos brancos. Contudo, por três ocasiões ela saiu do local onde morava para uma área sem radiação e para sua surpresa, o número de glóbulos brancos aumentou permitindo-lhe fazer a quimioterapia sem a necessidade de injecções para aumentar o sistema imunitário.
De salientar que no local onde ela vivia, muitas pessoas sofriam de falta de glóbulos brancos no sangue.

Quando ela começou a encontrar vizinhos seus no hospital, começou a suspeitar que a sua doença poderia ter uma causa ambiental.
Eileen juntamente com uma vizinha, decidiram fazer um inquérito sobre os problemas de saúde na sua zona e acabaram por criar uma lista de doenças:
  • 5 mulheres com cancro da mama
  • 1 caso de cancro da prostata
  • 1 caso de leucemia
  • 1 caso de cancro do pulmão
  • 3 casos de cancro da cervical
  • 1 caso de doença neurológica motora aos 51 anos, com cancro na coluna
  • várias pessoas que desenvolveram tumores benignos
  • Electro-Sensibilidade
  • 3 casos de erupções na pele graves
  • muitos habitantes com insónias, dores de cabeça, vertigens e baixo sistema imunitário
  • Cavalo com problemas de sangue.
Eillen viveu durante 7 anos junto a uma antena da T-Mobile que ficava a 100 metros de sua casa. O Mastro estava próximo das casas das pessoas que foram afectadas pela lista de doenças.

As entidades reguladores foram ao local fazer medições e detectaram valores abaixo dos limites impostos pelo ICNIRP.

Eileen afirmou aquilo que muitos defendem “Agora percebo que os limites existentes apenas impedem que o nosso corpo seja cozinhado pela radiação”.

No dia 5 de Novembro de 2003 o Mastro foi derrubado numa forma de vandalismo sem que ninguém soubesse dos autores de tal proeza.

O acontecimento teve cobertura noticiosa por estações de televisão e praticamente todos os jornais de Inglaterra (basta irem ao Google e pesquisarem por: Wishaw phone Mast).
As pessoas fizeram vigias 24 horas / 7dias da semana para garantir que o Mastro não era novamente activado.

Depois de uma cuidadosa pesquisa científica , o Físico Dr. John Walker confirma que após 6 meses de exposição a antenas de Telemóvel, as pessoas poderão ter o sistema de imunitário reduzido em 90%, muitas sofrendo de dores de cabeça, irritação na pele com erupções ou borbulhas, perdas de memória e talvez electro-hipersensibilidade. Após 5 anos anos, os caso de cancro aumentam.
Ele visitou vários sites e encontrou padrões significativos que indicam um aumento dos números de cancro em redor das antenas de telemóvel.

A acção de remoção da antena de telemóvel, apesar de ter ocorrido através de vandalismo, serviu para provar que após o seu desaparecimento, verificaram-se mudanças na população de Wishaw :
Muitos dos habitantes reportaram um sentimento de bem estar, através do melhoramento dos padrões de sono e aumento dos níveis de energia. Pequenas coisas como dores de cabeça e sintomas de vertigens, simplesmente desapareceram. Houve uma explosão de nascimentos na vila. As pessoas adquiriram qualidade de vida.

Eileen O'Connor's criou um site onde ajuda outras pessoas a inteirarem-se do problema (http://www.scram.uk.com/)

Uns alunos da "University of Central England" fizeram um pequeno filme, sobre este acontecimento:


Já existem provas científicas suficientes que demonstram que esta tecnologia não é segura. Como é que podemos aceitar que a nossa vida seja posta em causa através de tecnologia que não está devidamente testada?

terça-feira, 17 de março de 2009

Viver debaixo ou em redor de antenas de Telemóvel aumenta os problemas neurológicos

Um estudo cientifico publicado num jornal de Neurotoxicologia conlui que as pessoas que moram nas proximidades de antenas de telemóveis correm o risco de desenvolver problemas neurofisiátricos e alterações nas funções neurológicas.

O estudo envolveu 2 grupos de pessoas, os habitantes de um prédio onde estavam montadas 3 antenas de telemóvel no telhado e os funcionários de uma empresa situada a 10 metros no lado oposto às antenas. O grupo de controlo para comparação dos resultados estava situado a 2 Km das antenas.

Os resultados do estudo indicaram que as pessoas que vivem junto das antenas de telemóveis apresentam uma maior probabilidade de desenvolver problemas neurológicos quando comparadas com pessoas que vivem longe das antenas.
Os resultados dos testes são apresentados em percentagem de pessoas afectadas, sendo visivel um aumento no grupo de pessoas expostas às antenas de telemóvel:


Para aqueles que pensam que estão seguros ao optarem por viver debaixo de uma antena de Telemóvel em comparação com os que são forçados a viver nas imediações destas antenas, desenganem-se, o mal chega para todos e ninguém está seguro.




O mais grave deste estudo é que os campos electromagnéticos medidos estavam muito abaixo dos limites impostos por lei (no país onde foi feito o estudo, em Portugal o máximo é de 450uw/cm2), os valores eram inferiores a 8uw/cm2. Na Rua adjacente à Avenida Brasília em Oeiras foram medidos valores de 50uw/cm2 a cerca de 70m da antena mais próxima.
Por outro lado, o grupo de pessoas que habitava debaixo das antenas, apenas estava exposto 8 horas por dia, em comparação com as 15 horas de exposição diárias do grupo no edifício que estava no lado oposto às antenas (ou seja, cerca do dobro das horas de exposição). Num cenário real, quem vive num prédio com uma antena no telhado está exposto mais do que 8 horas por dia.
Por último, a idade das pessoas que participaram neste estudo, situava-se entre os 23 e os 52 anos, o que significa que todos eram adultos e não havia crianças envolvidas.
Se estes foram os resultados obtidos com adultos, o que esperar de crianças e bebés cujos cérebros se encontram ainda em desenvolvimento?

Antes de aceitar a instalação de uma antena no seu prédio, pense em si e nos outros. Ainda há muito por descobrir e a medida mais prudente é rejeitarmos viver debaixo de uma antena ou próximo dela.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Já há iniciativas para proteger as crianças, mas não em Portugal

O Ano de 2009 trouxe novas iniciativas na protecção das crianças contra a radiação dos telemóveis.
A 7 de Janeiro “Finnish Radiation and Nuclear Safety Authority” (STUK) recomendou (ver recomendação) aos pais para limitarem o uso dos telemóveis às crianças. No mesmo dia, o governo Francês anunciou uma série de propostas orientadas para a saúde e ambiente que incluem a proibição de telemóveis desenhados especialmente para crianças com menos de 6 anos de idade e a proibição de anúncios comerciais que promovam a utilização de telemóveis por crianças com idades inferiores a 12 anos.

A STUK juntou-se a outras agências europeias na protecção contra este tipo de radiação , do qual fazem parte a Belgica, França, Rússia, Suíça e o Reino Unido, com o objectivo de encorajarem a criação de politicas de precaução na utilização de telemóveis por parte das crianças
A entidade de Protecção Contra a Radiação Alemã (Bfs) aconselhou também prudência na utilização dos telemóveis por parte de todos os utilizadores (ver artigo). A Ministra da Saúde Francesa apareceu na televisão em 2008 em defesa das crianças na utilização dos telemóveis. O Departamento de Saúde do Reino Unido, foi no entanto o primeiro a recomendar a não utilização de telemóveis por crianças com menos de 16 anos (ver documento) . Estas recomendações foram feitas em 2000, como resposta às recomendações de um estudo designado “Stewart expert Panel”, este estudo não só contesta a utilização dos telemóveis por parte das crianças, como também desaconselha a instalação das antenas perto das escolas e das habitações.
No ano de 2008 a gerência da Bfs Alemã recomendou:
“Os pais devem manter as suas crianças longe desta tecnologia o máximo possível”

Em contraste com toda esta actividade, a Comissão “ International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection” (ICNIRP) mantém-se indiferente e apática perante os cerca de 40 países que pedem os seus conselhos. O ICNIRP tem estado silencioso durante 10 anos.
Muitos afirmam que o ICNIRP se mexe de forma demasiado lenta. As últimas directrizes referentes à exposição aos campos electromagnéticos, foi em 1998!!
O ICNIRP deveria seguir as pegadas do seu homónimo em Moscovo: the Russian National Committee on Non-Ionizing Radiation Protection (RNCNIRP). Os russos emitiram um aviso na Primavera passada dizendo que:
“O potencial de risco para as crianças é muito elevado”
Eles terminaram o aviso com um conselho para o ICNIRP: “É nossa obrigação profissional não prejudicar a saúde das crianças por inactividade”.

Em Portugal continuamos a seguir as recomendações do ICNIRP, que não só estão desenquadradas com alguns destes países, como ultrapassadas no tempo.
Enquanto uns países promovem a protecção das crianças, nós por cá, assistimos ao lançamento de telemóveis para crianças por parte da Imaginarium e da TMN, aos anúncios televisivos para que os nosso filhos usem e abusem dos telemóveis e à instalação de antenas de telemóvel junto das escolas e das suas habitações sem pensarem no risco a que os nossos filhos ficam sujeitos.

Fonte: microwavenews

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Modelo de carta para exigir responsabilidade pelos danos causados à nossa saúde

Cada dia que passa, em que nada fazemos, é mais um dia de risco consentido às empresas que poderão estar a colocar a nossa saúde em causa ao instalar aquela antena de telemóvel perto de nossa casa.
Muito têm perguntado por mail, o que podem fazer para contestar esta situação e a resposta tem sido sempre a mesma, escrevam, escrevam e escrevam para as entidades já aqui referenciadas.

Hoje, proponho aqui um modelo de carta que a meu ver retrata a preocupação de todos aqueles que se preocupam com este problema e para o qual parece não haver ninguém que assuma qualquer responsabilidade quanto às consequências dos problemas que daí advenham. Ou seja, um conjunto de empresas engorda à custa de um risco que nos é imputado.
Se ninguém contestar, nós estamos a permitir que estas empresas joguem com a nossa vida para atingir os seus interesses.
Seja activo e demonstre a sua preocupação, a inactividade é o nosso maior inimigo e o maior aliado destas empresas que não têm oposição.

Aqui fica o meu modelo de carta que poderão adaptar se necessário à situação de cada um. Se nada fizermos tudo ficará na mesma ou pior.

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Exmos Senhores


Na qualidade de cidadão e pai de família, serve a presente carta para manifestar o meu total desacordo com a instalação das antenas de telemóvel na Av. Brasília em Oeiras. Não fui consultado para a sua instalação e hoje sou obrigado a viver com a minha família nas imediações destas mesmas antenas.

O facto destas antenas estarem colocadas no topo dos prédios da Av. Brasília, leva a que os andares mais altos em seu redor, estejam sujeitos a índices de radiação electromagnética superiores em comparação com andares mais distantes e a uma altura inferior.
Os riscos de exposição a este tipo de radiação a curto prazo poderão não apresentar uma situação de risco para a saúde, se bem que dentro de determinados valores supostamente compatíveis com o ICNIRP. Contudo, os riscos de exposição a longo prazo apresentam muitas dúvidas que carecem de mais esclarecimentos, mais estudos da comunidade científica e as medidas de segurança propostas pelo ICNIRP poderão estar longe de uma realidade segura. Sugiro que consultem as recomendações do RNCNIRP (Russian National Committee on Non-Ionizing Radiation Protection) que aponta falhas ao ICNIRP, especialmente por não ter em conta os efeitos da exposição a longo prazo e por não considerarem os efeitos não térmicos associados a este tipo de radiação, consultem também um conjunto de estudos publicados por 14 cientistas, com o nome “Bio-Iniciative Report” (http://www.bioinitiative.org/report/docs/report.pdf), que recentemente levou à aprovação de uma lei no Parlamento Europeu para que sejam revistos os limites de exposição do público em geral .
A situação actual, onde não se garante a segurança daqueles que vão ser forçados a viver perto destas fontes de radiação electromagnética num período considerado de longo prazo, só pode ser encarada como uma situação de risco, para a qual nem eu nem a minha família nos propomos assumir. Não posso aceitar que a vida da minha família seja posta em causa em benefício dos interesses económicos de algumas empresas.

Como cidadão e pai de família exijo saber qual a Entidade portuguesa que assume inteira responsabilidade pelas consequências que estas antenas possam trazer para a saúde da minha família, caso venha a ser confirmado o que muitos já conseguiram comprovar:
  • que a exposição a longo prazo aos campos electromagnéticos das antenas pode ser prejudicial para a saúde daqueles que vivem em seu redor
  • a exposição a campos electromagnéticos inferiores aos limites praticados por Portugal podem ter implicações na nossa saúde através de efeitos não térmicos que não são reconhecidos pelo ICNIRP.


Grato pela atenção, aguardo uma resposta da vossa parte.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Campos Electromagnéticos das Linhas de Alta Tensão e a Leucemia Infantil

Foram precisos 30 anos para que finalmente alguém descobrisse o porquê do aumento de leucemia infantil nas populações que moram junto a linhas de alta tensão e postos de transformação.
Este é mais um estudo que relaciona os campos electromagnéticos induzidos com as rupturas do ADN.
Uma equipa de investigadores chineses descobriram que existe um grupo de risco formado por crianças que são portadoras de uma versão defeituosa de um gene que interfere com o sistema imunológico na reparação das rupturas de ADN. Estas crianças têm uma probabilidade maior de vir a desenvolver leucemia caso vivam perto de linhas de alta tensão ou postos de transformação.
Xiaoming Shen e outros colaboradores da Escola Universitária de Medicina Jiao Tong em Shanghai concluiram que as crianças com esta variante genética – conhecida como Polimorfismo ou snp – e que vivem a um distância de 100 metros destas fontes de campos electromagnéticos, têm uma taxa de leucemia 4 vezes superior, quando comparadas com as restantes crianças portadoras da versão funcional deste gene e que vivem na mesma zona.
Depois de tantos investigadores passarem os últimos 30 anos a tentar perceber como é que os campos electromagnéticos podem promover a leucemia infantil, Shen apresenta um explicação muito simples: As crianças expostas aos campos electromagnéticos provenientes das linhas de alta tensão sofrem mais rupturas nas suas estruturas de ADN, mas aquelas que possuem este gene modificado não podem reparar o ADN danificado tornando-se assim mais susceptíveis de vir a desenvolver cancro.
A leucemia infantil é actualmente encarada como tendo início num rearranjo cromossomático que ocorre ainda no ventre materno, seguido por uma perturbação ambiental depois do nascimento. As linhas de alta tensão podem ser um dos vários factores que podem despoletar a doença.

Ler o artigo na integra

Nota: Não pretendo incluir neste blog a problemática das linhas de alta tensão, se pretenderem mais informações sobre este tema, recomendo o blog Muito Alta Tensão.

As linhas de alta tensão, antenas e telemóveis provocam campos electromagnéticos. Apesar da grande diferença nas frequência de ambos, as comunicações móveis também estão referenciadas, com estudos publicados, como causadoras de rupturas ao nível do ADN.
Se estas crianças são apresentadas como um grupo de risco ao viverem perto de fontes de campos electromagnéticos, certamente que as antenas e os telemóveis também não serão inofensivos.
Este é mais um estudo que não deveria ser ignorado pelas entidades e individualidades que desprezam este problema.


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Bio-Initiative Report - Parlamento Europeu aprova lei para redução dos campos electromagnéticos a que estamos expostos diariamente

Recentemente foi aprovado no Parlamento Europeu uma lei para rever os níveis de exposição electromagnética a que o público em geral está sujeito. A votação teve 522 votos a favor e 16 votos contra. Esta medida foi em parte despoletada pelos inúmeros estudos que evidenciam cada vez mais a relação de utilização de telemóveis com tumores no cérebro e a que o parlamento afirma:
“Os limites de exposição aos campos electromagnéticos (EMF) que foram estabelecidos para o público em geral, estão obsoletos”.

O Parlamento Europeu “está profundamente preocupado com o Relatório Internacional Bio-Initiative referente à exposição a campos electromagnéticos, que sumariza mais de 1500 estudos sobre este tópico e que aponta nas suas conclusões para os perigos para a saúde provocados pela emissão dos equipamentos de comunicação móvel, UMTS, Wifi, WiMax e Bluetooth”, mais adianta a necessidade de “relacionar grupos de risco tais como grávidas, recém nascidos e crianças”.


Para aqueles que teimam em defender que os efeitos térmicos são a única causa de interferência na nossa saúde, que vejam neste relatório de 610 páginas, produzido por 14 cientistas que abordam a forma como campos electromagnéticos muito abaixo dos valores de segurança que Portugal defende como seguros, são na verdade apontados como causadores de inúmeras doenças que não poupam crianças e idosos. Neste estudo são abordados os efeitos não térmicos, as suas implicações no sistema neurológico, em especial das crianças e dos idosos, os efeitos associados à longa exposição que estudos à curta exposição não detectam e identifica também uma doença que actualmente afectará cerca de 2% da população, a electrohipersensibilidade (já anteriormente referida neste blog). Este estudo conclue que os níveis limites de segurança impostos por vários países, como Portugal, estão na verdade milhares de vezes acima de um valor seguro!

Em pleno século XXI como é possível que a industria das telecomunicações não reconheça que é necessário rever a politica irresponsável que aposta no risco da saúde das populações em benefício dos seus interesses económicos? E juntamente com estes senhores que ignoram o nosso direito à vida, estamos rodeados por um sistema conivente que nos exige impostos e ignora por completo a situação de risco em que milhares de pessoas poderão estar a viver todos os dias.
Hoje assistimos ao desmoronar do sistema bancário e a preocupação de todos nós centra-se nas nossas poupanças e nos nossos valores materiais que receamos perder.
Quando é que as pessoas acordam para se aperceberem que possivelmente já nos estão a tirar qualidade de vida e a comprometer aquilo que é a essência primária necessária para nos mantermos vivos, a Saúde. Se nada fizermos agora, de pouco nos servirão as poupanças amealhadas para os anos vindouros que apenas nos servirão para comprar cuidados de saúde que nos tragam alguma qualidade de vida depois de doentes.

Se a saúde dos meus filhos for afectada pela negligência daqueles que preferiram colocar a nossa saúde em risco em vez de apostar na prevenção, espero e tudo farei para que seja feita justiça.
Peço a todos aqueles, vítimas como eu, que não desistam de lutar pelos seus direitos e que façam ouvir as vossas vozes junto das entidades que nos deveriam proteger.
A nossa espada é a pena e sugiro a todos que escrevam para aqueles que deveriam ter um papel importante na nossa segurança.

Entidades a quem podem escrever a pedir responsabilidades sobre as consequências para a vossa saúde e a quem podem recomendar a leitura do “Bio-Initiative Report”:
  • Câmara Municipal da vossa autarquia
  • Direcção Geral de Saúde
  • ANACOM
  • Às operadoras que colocaram as antenas
  • Aos diversos partidos políticos

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Opinião dos leitores "Concorda com a instalação de antenas de Telemóvel no topo ou nas próximidades das habitações?"

Durante 3 meses esteve disponível no blogue uma sondagem para saber se as pessoas concordavam com a instalação de antenas de telemóvel no topo dos prédios ou próximo das habitações e o resultado foi de 86% de pessoas que NÃO concordam, contra 14% que concordam.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Estudos comprovam que a radiação dos telemóveis afecta o ADN e os cromossomas

Tal como no passado, onde se publicaram inúmeros estudos que alertavam as pessoas para perigos como o tabaco, amianto, pesticidas entre outros, os campos eletromagnéticos provenientes das antenas de telemóvel têm sido igualmente objecto de estudo e as conclusões de alguns estudos publicados vão contra aqueles que afirmam esta tecnologia como segura para a nossa saúde.
Estes estudos contrastam com as empresas de telemóveis que somam avultados lucros e procuram ter o mínimo de custos com a instalação de antenas no topo dos prédios desprezando a saúde daqueles cuja vida poderá estar a ser prejudicada pelo seu negócio.
Certamente que se em vez de uma antena, existisse uma chaminé que espalhasse uma nuvem tóxica pelas casas em redor, as pessoas sairiam de suas casas e exigiriam segurança para a sua família. Aparentemente com as antenas de telemóvel essa nuvem existe, só que não tem cheiro nem é visível mas não significa que seja segura.
Como se não bastasse a estas empresas poluírem as nossas casas com as suas antenas, minam igualmente a saúde das nossas crianças ao aliciá-las com telemóveis e serviços que as tornarão dependentes desta tecnologia a partir de idades demasiado precoces.

Para os mais cépticos aqui fica uma lista referente a estudos sobre o impacto dos campos electromagnéticos dos telemóveis no nosso organismo, mais propriamente ao nível celular.


Implicações da radiação dos telemóveis no ADN:

• R.J. Aitken et al., "Radiofrequency electromagnetic fields (UMTS, 1,950 MHz) induce genotoxic effects in vitro in human fibroblasts but not in lymphocytes", International archives of occupational and environmental health, 81, pp.755-767, 2008 (Australia);
• R.J. Aitken et al., "Impact of Radiofrequency Electromagnetic Radiation on DNA Integrity in the Male Germline," International Journal of Andrology, 28, pp.171-179, 2005 (Australia);
• W. Baohong et al., "Studying the Synergistic Damage Effects Induced by 1.8 GHz Radiofrequency Field Radiation (RFR) with Four Chemical Mutagens on Human Lymphocyte DNA Using Comet Assay in Vitro," Mutation Research, 578, pp.149-157, 2005 (China);
• W. Baohong et al., "Evaluating the Combinative Effects on Human Lymphocyte DNA Damage Induced by Ultraviolet Ray C Plus 1.8 GHz Microwaves Using Comet Assay in Vitro," Toxicology, 232, pp.311-316, 2007 (China);
• G. Gandhi and Anita, "Genetic Damage in Mobile Phone Users: Some Preliminary Findings," Indian Journal of Human Genetics, 11, pp.99-104, 2005 (India);
• J. Kim et al., "In Vitro Assessment of Clastogenicity of Mobile-Phone Radiation (835 MHz) Using the Alkaline Comet Assay and Chromosomal Aberration Test," Environmental Toxicology, 23, pp.319-327, 2008 (Korea).
• S. Lixia et al., "Effects of 1.8GHz Radiofrequency Field on DNA Damage and Expression of Heat Shock Protein 70 in Human Lens Epithelial Cells," Mutation Research, 602, pp.135-142, 2006 (China);
• R.J. Aitken et al., "Non-thermal DNA breakage by mobile-phone radiation (1800 MHz) in human fibroblasts and in transformed GFSH-R17 rat granulosa cells in vitro", International archives of occupational and environmental health, 583, 178-183, 2005 (Australia);
• J. Phillips et al., "DNA Damage in Molt-4 T-Lymphoblastoid Cells Exposed to Cellular Telephone Radiofrequency Fields in Vitro," Bioelectrochemistry and Bioenergetics, 45, pp.103-110, 1998 (U.S.);
• T. Nikolova et al., "Electromagnetic Fields Affect Transcript Levels of Apoptosis-Related Genes in Embryonic Stem Cell-Derived Neural Progenitor Cells," The FASEB Journal, 156, pp.495-502, 2001 (Germany);
• K. Yao et al., "Effect of Superposed Electromagnetic Noise on DNA Damage of Lens Epithelial Cells Induced by Microwave Radiation," Investigative Ophthalmology & Visual Science, 49, pp.2009-2015, 2008 (China).
• K. Yao et al., "Electromagnetic Noise Inhibits Radiofrequency Radiation-Induced DNA Damage and Reactive Oxygen Species Increase in Human Lens Epithelial Cells," Molecular Vision, 19, pp.964-969, 2008 (China).
• D. Zhang et al., "Effects of GSM 1800 MHz Radiofrequency Electromagnetic Fields on DNA Damage in Chinese Hamster Lung Cells," Chinese Journal of Preventive Medicine, 40, pp.149-152, 2006 (China, in Chinese).

Alguns dos estudos detectam grandes implicações na saúde enquanto outros detectam pequenas situações. Apenas alguns reportam quebras no ADN, mas todos detectaram alterações no DNA após exposição à radiação dos telemóveis.


Implicações da radiação dos telemóveis nos cromossomas:

• L. Manti et al., "Effects of Modulated Microwave Radiation at Cellular Telephone Frequency (1.95 GHz) on X-Ray-Induced Chromosome Aberrations in Human Lymphocytes in Vitro," Radiation Research, 169, pp.575-583, 2008 (Italy);
• M. Mashevich et al., "Exposure of Human Peripheral Blood Lymphocytes to Electromagnetic Fields Associated with Cellular Phones Leads to Chromosomal Instability," Bioelectromagnetics, 24, pp.82-90, 2003 (Israel);
• P. Sykes et al., "Effect of Exposure to 900 MHz Radiofrequency Radiation on Intrachromosomal Recombination in pKZ1 Mice," Radiation Research, 156, pp.495-502, 2001 (Australia).


Implicações no ADN geradas por outras frequências microondas que não são usadas pelos telemóveis:

• H. Lai and N.P. Singh, "Acute Low-Intensity Microwave Exposure Increases DNA Single-Strand Breaks in Rat Brain Cells," Bioelectromagnetics, 16, pp.207-210, 1995 (U.S.);
• H. Lai and N.P. Singh, "Single- and Double-Strand DNA Breaks in Rat Brain Cells After Acute Exposure to Radiofrequency Electromagnetic Radiation," International Journal of Radiation Biology, 69, pp.513-521, 1996 (U.S.);
• R. Paulraj and J. Behari, "Single-Strand DNA Breaks in Rat Brain Cells Exposed to Microwave Radiation," Mutation Research, 596, pp.76-80, 2006 (India);
• S. Sarkar et al., "Effect of Low-Power Microwave on the Mouse Genome: A Direct DNA Analysis," Mutation Research, 320, pp.141-147, 1994 (India);
• M. Zhang et al., "Study of Low-Intensity 2450 MHz Microwave Exposure Enhancing the Genotoxic Effects of Mitomycin C Using Micronucleus Test and Comet Assay in Vitro," Biomedical and Environmental Sciences, 15, pp.283-290, 2002 (China);
• M. Zhang et al., "Effects of 2450 MHz Microwave on DNA Damage Induced by Three Chemical Mutagens in Vitro," Chinese Journal of Industrial Hygiene and Occupational Diseases, 21, pp.266-269, 2003 (China, in Chinese).

Estudos obtidos na Microwavenews

Da mesma fonte pode ler-se que outros estudos se encontram em fase de publicação.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mais um Telemóvel para crianças - TMN e Imaginarium

Recentemente a TMN em conjunto com a Imaginarium, viram mais uma oportunidade de negócio junto das crianças e a poucos dias do “regresso às aulas” lançarem um telemóvel com o nome CAM1, que entre outras coisas incorpora um máquina fotográfica e um leitor de MP3.
Vi alguns comentários às notícia que anunciavam este equipamento e para meu espanto não encontrei nenhum comentário quanto à segurança da criança por ficar exposta à radiação do telemóvel. Os pais preocupam-se com o preço do telemóvel, com o facto de originar distracções nas aulas, a câmara ter uma baixa resolução, os custos das chamadas, os roubos, etc. E a segurança da criança?
Será que o facto deste equipamento ter uma câmara fotográfica e um leitor de MP3 é tão vislumbrante que faz esquecer que qualquer telemóvel tem uma antena que emite radiação electromagnética? Mesmo que a criança apenas queira ouvir música, o telemóvel contínua lá e se nem mesmo para os adultos é recomendado que as pessoas transportem o telemóvel junto ao corpo ou durmam com ele ao lado da cabeceira, o que dizer de uma criança?

Existem alguns maus exemplos no passado com empresas que resolveram explorar as crianças para venderem os seus telemóveis:
  • A Disney que em 2000 proibiu a utilização de logótipos nos telemóveis por considerar que estes eram prejudiciais às crianças, cinco anos depois estava a lançar uma linha de telemóveis para as crianças. Actualmente já cancelou essa fonte de receitas.
  • Em 2005 um telemóvel criado para crianças com o nome MyMo, foi retirado do Reino Unido após estudos indicarem que a longa exposição a campos electromagnéticos poderiam afectar a saúde das crianças.
Cá em Portugal, alguém que se preocupe com saúde das crianças em vez do dinheiro que podem ganhar com elas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como é que Errar pode ser completamente Desumano?

Este caso já foi referido num dos primeiros artigos deste blog, mas sendo tão incrível e negligente, merece ser novamente aqui retratado.

Imagine que entrou numa sapataria e após escolher aquele modelo de que gosta, calça o sapato e coloca o seu pé dentro de uma "caixa" equipada com 3 visores, que lhe permitem ver a si, e mais duas pessoas como é que o seu pé fica dentro do sapato. Tudo isto é um conceito muito simples, a caixa não é mais do que um aparelho de Raio-X com um temporizador que permite bombardear o seu pé com radiação (esta ionizante) durante um espaço de tempo que lhe permite ver como os ossos do pé ficam dentro do sapato. A empregada coloca as mão dentro da caixa para ajeitar o seu pé e até consegue ver os ossos da empregada a mexerem no seu sapato. Perante um equipamento tão útil para uma sapataria, mesmo os mais cépticos quanto à sua segurança recebem das autoridades competentes uma resposta de confiança uma vez que não são reconhecidos efeitos adversos na utilização do equipamento.

Muitos de vocês poderão pensar que isto é mera ficção, contudo, foi bem verídico e aconteceu nos anos 30 do século passado. O mais incrível é que tais máquinas apareceram por volta de 1926 e estiveram a funcionar até finais dos anos 50 (no Reino Unido só foram proibidas em meados de 1970). Ou seja, foram necessários quase 30 anos para que fossem tomadas medidas que protegessem as pessoas (ver documento do shoe fitting fluoroscope e podem ler o artigo “Aprender com os Erros da História” publicado neste blog em Outubro de 2007).
Hoje ficamos incrédulos com tamanha negligencia que retirou qualidade de vida e as próprias vidas de muita gente, mas nada impede que tal não volte a acontecer, pelo menos com radiação ionizante a lição ficou aprendida (não vamos falar de centrais nucleares que não é o tema deste blog), no entanto, poderá acontecer com a radiação não ionizante que está associada aos campos electromagnéticos.

Já descobrimos que a radiação ionizante é perigosa mas será que a não ionizante é assim tão segura para que as autoridades competentes da era actual permitam que uma criança bombardeie o seu cérebro com a antena do telemóvel encostada à sua cabeça e que milhares de famílias vivam permanentemente expostas às antenas de telemóvel? Para já as autoridades competentes, à semelhança do que se passou há 3/4 de século, pouco ou nada fazem à excepção de alguns países que levam este problema mais a sério.
Infelizmente Prevenção e Prudência são duas palavras que a História ainda não ensinou a todos os países incluindo Portugal.

domingo, 31 de agosto de 2008

A verdade dos números indicam um aumento dos casos de cancro no cérebro

Apesar de todos os estudos já publicados pela comunidade científica, muitos mantém o cepticismo relativamente aos resultados publicados. Contudo, o tempo encarrega-se de nos fornecer respostas, ou mais precisamente, números.
Poucas pessoas sabem mas actualmente os tumores no cérebro ultrapassaram a leucemia como principal causa de morte das crianças vitimas de cancro.
Na Austrália, o número de crianças vitimas de cancro no cérebro aumentou 21% apenas em 10 anos. Isto é consistente com os estudos que mostram um aumento de cancro por tumores no cérebro de 40% nos últimos 20 anos dentro da Europa!

Ver documento no Site Mercola.Com (também evidenciado no site Mast Sanity) que aborda entre vários assuntos, o porquê das crianças serem as mais afectadas por este tipo de tecnologia.

Se recuarmos 50 anos, verificamos que o mesmo se passou com a indústria do tabaco. Os muitos estudos publicados na altura e a verdade dos números que evidenciavam um aumento dos casos de cancro no pulmão, não foram contudo suficientes para que o Estado abdicasse das fabulosas receitas geradas pelos impostos aplicados às tabaqueiras.
Hoje vivemos uma realidade não muito diferente, apesar de haver evidências de que algo poderá estar errado, os membros do governo que têm o poder de decisão não têm iniciativa para aplicar medidas de prevenção que salvaguardem a vida da população. Não pedimos para proibir a venda de telemóveis, mas sim que sejam criadas leis que levem as pessoas a ficarem expostas a campos magnéticos mais baixos, tal como já é feito em países como a Áustria onde se fala ao telemóvel mas com valores de exposição 4500 vezes inferiores aos permitidos em Portugal.
Se entretanto o futuro provar que estávamos errados, pelo menos não houve o risco de se sacrificarem vidas humanas para obter essa resposta.

Será que o facto destas empresas da rede móvel gerarem um volume de receitas que tem crescido todos os anos será um factor determinante para que o Estado uma vez mais coloque os interesses monetários à frente da saúde dos seus contribuintes?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Que medidas podem ser tomadas contra as antenas de telemóvel próximo das habitações?

Aquilo que muitos me perguntam por mail, relativamente ao que pode ser feito para contestar a instalação destas antenas perto das nossas casas, há muito que é praticado por esta organização inglesa e com resultados.

Desde Janeiro de 2002 que uma organização Inglesa, Mast Sanity, tem ajudado em milhares de campanhas. A organização foi fundada por Lisa Oldham e outros membros de longa data após se aperceberem que os operadores de telemóveis estavam a ganhar terreno e a desenrolar uma rede numa velocidade alarmante com implicações sérias e difundidas ao nível da saúde e ambiente, tudo isto sem a existência de qualquer oposição adequada para combater as multinacionais e o caótico planeamento da rede.
A rede de campanhas da Mast Sanity cresceu substancialmente em Inglaterra e fora do país, levando a criação da Tower Sanity na Austrália. Outras organizações similares estão a ser formadas noutros países.
A preocupação principal da Mast Sanity baseia-se no facto do actual sistema de Telemóveis e da tecnologia Tetra (TErrestrial Trunked Radio usado também em Portugal pelas autoridades, serviços de urgência, entre outros) ser inseguro. O sistema é biologicamente e ambientalmente incompatível com a saúde e com o bem estar do público. A Mast Sanity acredita que as implicações na saúde estão à escala do tabaco e do amianto e que mais um desastre com consequências catastróficas para a saúde estará eminente se nada for feito.

Enquanto o governo não reconhecer que as tecnologias dos telemóveis e dos sistemas Tetra são inseguras para a população, a Mast Sanity exige que os mastros das antenas não sejam colocados perto das escolas, áreas residenciais, lares de idosos, hospitais e outros locais sensíveis.

Esta organização é formada por voluntários que são profissionais e muitos provenientes de áreas tecnológicas. A sua atenção está focada apenas nas antenas não contestando a utilização dos telemóveis excepto por crianças com idades inferiores a 16 anos, isto porque as pessoas sempre têm a opção de não usar o telemóvel mas não podem fugir das antenas.

Esta organização apela à participação de todos e garante que a única forma de lutar contra este problema é através do envolvimento directo de toda a população.

A Mast Sanity recebe cerca de 1000 visitantes semanais no seu site, cerca de 200 chamadas telefónicas para a sua linha de apoio, mais de 200 emails por semana, mais de 100 pedidos de informação ou ajuda que incluem o pedido para participar em reuniões/conferências.

Este organização está registada como organização de solidariedade e vive de donativos.

A resposta para a pergunta “Que medidas podem ser tomadas contra as antenas de telemóvel próximo das habitações?"

No seu site, estão descritas algumas acções que as pessoas em Inglaterra têm tomado para contestar a instalação das antenas perto das suas casas:
  • Cartas, cartas e cartas, esta é uma forma de mostrar a preocupação das pessoas às entidades do governo. Quanto mais pessoas escreverem e quanto mais protestarem, mais atenção será dada a este problema. Para tal as pessoas encontram no site uma lista de endereços de entidades a quem podem redigir as cartas, os emails abrangem a maioria dos ministros.
  • Estão disponíveis várias minutas de cartas a serem enviadas para a comunicação social, para o governo e para as operadoras de telemóveis (ver documentos)
  • Estão disponíveis declarações para que as pessoas enviem para as operadores móveis a fim de os responsabilizarem em montantes que atingem os 25 milhões de libras (ver documento)
  • Estão disponíveis minutas para baixo assinados
  • Organizam boicotes às comunicações dos operadores ou promovendo o boicotes à compra de outros produtos pertencentes ao grupo.
  • Estão também presentes os registos do historial de vários casos de sucesso que levaram à remoção das antenas
  • Têm presente uma lista de produtos e marcas que devem ser boicotados, pertencentes a grupos de empresas que instalam antenas nos telhados das habitações e/ou encorajam crianças a falar ao telemóvel
  • Estão a preparar um apelo médico mas com algumas dificuldades porque apesar do apoio existir, os médicos não querem ver o seu nome no apelo
  • Actualmente esta organização tem em curso algumas petições que podem ser apoiadas por pessoas de outros países, bastando para isso dar o seu nome um endereço de mail válido (estas petições serão abordadas num dos próximos artigos).
Espero que esta organização seja uma fonte inspiradora para todos nós e que nos ajude a fazer valer o direito mais importante que nos foi retirado, o direito à vida.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Abaixo-assinado junta um milhar de pessoas contra antenas de telemóveis no Algarve em Ferragudo

Foi feito um baixo assinado em Ferragudo, que reuniu quase um milhar de assinaturas contra as antenas da TMN, Optimus e Vodafone, instaladas há oito anos numa torre secular.
Os moradores queixam-se dos efeitos nocivos para a saúde e do atentado patrimonial da colocação das antenas na torre da Atalaia.

A notícia pode ser consultada em noticias.rtp.pt.

Mais uma vez fica aqui demonstrado a forma audaz com que estas empresas de serviço móveis se movem e conseguem colocar as suas antenas onde muito bem entendem e logicamente ao abrigo da nossa legislação deficitária que não defende os insteresses dos seus cidadãos.

No próximo artigo vou falar de uma organização Inglesa que há vários anos luta com o governo de Inglaterra de forma a que sejam aprovadas medidas que protejam os seus cidadãos contra as radiações electromagnéticas das antenas base de telemóvel e das redes Wi-fi.

domingo, 17 de agosto de 2008

Mais um atentado à saúde com a terceira antena na Av. Brasília em Oeiras

De pouco valeram os esforços em informar os habitantes da minha zona quanto ao risco que as antenas de telemóvel representam para a saúde daqueles que as rodeiam. Foram afixados folhetos nos prédios, foram colocados folhetos nas caixas de correio (em toda a Av. Brasília) e este blog foi crescendo com o acumular de documentos que suportam cada vez mais a preocupação inerente à exposição dos campos electromagnéticos provenientes deste tipo de tecnologia.
Uma vez mais, venceu o egoísmo daqueles que desprezam a sua saúde e a dos outros em detrimento de valores monetários.
Numa altura em que ainda não consegui saber quem assume a responsabilidade dos danos que podem vir a ser causados na nossa saúde com o passar dos anos, eis que surge mais uma fonte de poluição electromagnética que simplesmente aumenta o risco de exposição de todos aqueles que moram em seu redor.
Infelizmente as pessoas continuam a ignorar que estas antenas emitem permanentemente radiação electromagnética (24 horas por dia, todos os dias do ano) e que esta mesma radiação não distingue crianças de adultos e trespassa as janelas e paredes das nossas casas tornando-nos perfeitos alvos mesmo quando dormimos.
O dinheiro não compra saúde, e estes prédios da Av. Brasília simplesmente venderam a nossa saúde aos operadores da rede móvel.

Até quando continuaremos a assistir a estes atentados à saúde das nossas famílias?

domingo, 20 de julho de 2008

O mundo reage ao perigo dos telemóveis


Felizmente que apesar da utilização dos telemóveis ter vindo a aumentar, as implicações da sua utilização também têm preocupado muitos outros países e culturas. Aqui fica uma amostra de notícias publicadas em vários países:

Abu Dhabi, UAE: Dangerous Talk

Bruxelas, Belgica: International Case-Controlled Studies of Cancer in Relation to Mobile Telephone Use

Nova Deli, India: Possible health hazards from mobile phone radiation

Paris, França: Rift delays release of study on safety of cellphones

Toronto, Canadá: Toronto Public Health advises kids and teens to limit cell phone usage, as health effects are unknown

Yemen: Mobile phones and kids: helpful or harmful?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Telemóveis e campos magnéticos relacionados com infertilidade masculina

Já há anos que ouço “histórias” de casais que não conseguiam ter filhos e que o conseguiram após mudarem de casa. Um casal amigo, tentou ter um filho durante mais de 10 anos, chegaram a recorrer a tratamentos, mas só após mudarem para o Alentejo conseguiram a tão desejada criança.

Um estudo efectuado por cientistas do Reproductive Research Centre na Cleveland Clinic Foundation em Cleveland, Ohio, testou um grupo de 365 pessoas que estavam a ser avaliados por motivos de infertilidade.

Eles descobriram que os homens que falavam ao telemóvel mais de 4 horas por dia, tinham uma contagem de espermatozóides inferior, com cerca de 50 milhões por mililitro e também de pior qualidade. Em comparação com os homens que não usavam telemóveis, que tinham 80 milhões por mililitro e com espermatozóides de boa qualidade.

Os cientistas concluem que as microondas emitidas pelos telemóveis reduzem o número, a mobilidade e a qualidade do esperma quase para metade e ao ponto de alguns homens se tornarem estéreis.
Este estudo foi feito em Mumbai, India, onde os telemóveis ainda não penetraram em todos os grupos sociais.
O responsável do estudo, Professor Ashok Agarwal, afirmou:
  • “Em todos os quatro parâmetros – contagem de espermatozóides, mobilidade, viabilidade e morfologia – existem diferenças significativas entre os grupos”
  • “Quanto maior o uso dos telemóveis, maior a diminuição destes parâmetros. Isto foi muito claro e significativo.”
  • “Alguns dos utilizadores que mais abusavam do telemóvel, chegaram a ter contagens de espermatozóides inferiores a 20 milhões por mililitro. Isto é muito inferior ao limiar imposto pela Organização Mundial de Saúde para definir a Infertilidade.”
Ver notícia no “The Independent”


Recentemente foi publicado um outro estudo que revela que a exposição aos campos magnéticos interfere com a qualidade dos espermatozóides. O Autor do estudo é De-Kun Li, um epidemiologista de Kaiser Permanente in Oakland, CA. Este investigador descobriu que exposições diárias de pelo menos 2.5 horas a campos de 1.6mG ou superior são suficientes para levarem à diminuição da qualidade dos espermatozóides. Os homens expostos a campos superiores a 1.6mG num período superior a 6 horas, têm 4 vezes mais probabilidades de terem espermatozóides de qualidade inferior ao padrão normal.
De-Kun Li, afirmou no comício anual da “Society for Epidemiologic Research”, que “Quando mais tempo estivermos expostos, maiores são os riscos”.

Este investigador detectou que o campo magnético existente nos campos electromagnéticos, tem implicações directas neste problema, segundo ele “Nós sabemos que a qualidade do esperma tem diminuído ao longo do tempo com maior incidência nas áreas urbanas. Isto torna-se consistente com o facto da exposição aos campos electromagnéticos ser superior nas cidades”

Num estudo publicado em 2002 por De-Kun Li (ver MWN, J/F02, página 1) ele mostrou que as mulheres expostas a campos electromagnéticos superiores a 16 mG tinham elevadas taxas de abortos espontâneos. Na altura esta parecia uma teoria que muitos tentariam perseguir, mas até à data ninguém contrapôs o estudo.
Neste estudo, as mulheres expostas a mais do que 16mG uma vez ao dia, poderiam sofrer abortos. O novo estudo, indica que o homens expostos a mais de 1.6mG durante 10% do dia, vêm a qualidade dos seus espermatozóides diminuída.

A potência dos campos magnéticos envolvidos são muito baixas, são mil vezes inferiores ao máximo imposto pelo ICNIRP (seguido por Portugal) e cerca de três vezes inferior ao valor que muitos apontam como o limiar para aumentar o risco de leucemia infantil (3 mG a 4mG). De acordo com um estudo efecuado à mais de uma década, 15% do americanos extão expostos 24 horas por dia a campos superiores a 2 mG (ver MWN, M/J98, p.4)

Ver no notícia no MicrowaveNews (3 Julho)

Para os que leram os restantes artigos certamente que se apercebem que estamos perante um novo tipo de medida. Até agora, tem sido usado o campo eléctrico como referência, ou seja as medidas eram expressas em V/m (Voltes por metro) e W/m (densidade de potência), contudo um campo electromagnético, tal como o nome indica, é formado por uma componente eléctrica e por uma componente magnética expressa em A/m (Amperes por metro) sendo esta a componente em causa.
O campo magnético é também expresso em Gauss ou Tesla (1 Testa = 10000 Gauss).
O Site MonIt apresenta uma abordagem acessível a este tema.

Numa época em que a natalidade não compensa o envelhecimento da população, em que os casais tendem a adiar o nascimento dos filhos e em que a utilização dos telemóveis continua em crescimento, todos aqueles que procuram aumentar a sua família não deveriam desprezar esta visão do problema que é no mínimo preocupante.
As famílias recorrem cada vez mais às clínicas de fertilidade e nem sempre os vários milhares de Euros que se gastam são suficientes para ter o tão desejado filho.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Empresas de serviços da rede Móvel, a verdade dos Números


De acordo com a International Telecoms Intelligence publicado em Setembro de 2007, as receitas provenientes das empresas de serviços de comunicações móveis em Portugal foram as seguintes:
  • Ano 2002: 2,135.5 Milhões de Euros
  • Ano 2003: 2,329.8 Milhões de Euros
  • Ano 2004: 2,611.8 Milhões de Euros
  • Ano 2005: 2,728.5 Milhões de Euros

Estas receitas fazem um contraste com os serviços de rede fixa que têm perdido terreno para a rede móvel ano após ano.
Receitas da rede fixa em Portugal:
  • Ano 2002: 1,613.8 Milhões de Euros
  • Ano 2003: 1,532.2 Milhões de Euros
  • Ano 2004: 1,488.3 Milhões de Euros
  • Ano 2005: 1,403.1 Milhões de Euros

Este estudo menciona também a atribuição de uma quarta licença para a rede móvel, que a acontecer significa que mais pessoas serão afectadas pela necessidade de cobertura do País por parte desta nova empresa.

Outro dado interessante é que Portugal com os seus 10 milhões de habitantes, tinha até Junho de 2007, 12 milhões de subscritores da rede móvel.

Do outro lado do planeta, o gigante chinês atingiu praticamente os 600 milhões de clientes de telemóvel. A China registou 44,8 milhões de novos utilizadores de telemóveis nos primeiros cinco meses de 2008, aumentando o número total de clientes deste serviço para 592 milhões, praticamente metade da população do gigante asiático, estimada em mais de 1,3 mil milhões de pessoas.
Por outro lado, o telefone fixo perdeu 6,5 milhões de clientes este ano, para 358 milhões. O sector das telecomunicações na China registou uma receita de 48 mil milhões de dólares entre Janeiro e Maio de 2008, uma alta de 9,6% em relação ao mesmo período de 2007.
(Noticia do Diário Digital)


Penso que estes números demonstram bem a inércia que este negócio ganhou ao longo dos anos.


segunda-feira, 30 de junho de 2008

Longas exposições a telemóveis matam ratinhos

Noticia transcrita na integra do "Jornal de Notícias" de 30 de Junho de 2008:

A taxa de mortalidade dos ratos aumenta e a memória degrada-se após longas exposições a radiação dos telemóveis, segundo a tese de doutoramento de um investigador belga, citada ontem no diário "Le Soir" e defendida anteontem na Universidade Católica de Louvaina.

Para o estudo dos efeitos de radiações como as de telemóveis, redes Wi-Fi e respectivas antenas, Dirk Adang utilizou 124 ratos de laboratório, expondo três grupos de durante 18 meses (cerca de 70% da duração média da vida dos roedores), duas horas por dia, a diferentes níveis de radiação, enquanto os outros animais ficaram num grupo de controlo não exposto a radiações.

Nos três grupos de ratos expostos a taxa de mortalidade alcançou os 48,4%, 58,1% e 61%, valores superiores aos 29% do grupo de controlo. Adang investigou ainda o impacto da radiação sobre a memória dos roedores e concluiu que uma longa exposição, de 15 meses, causa "evidentes perdas de memória". A Organização Mundial de Saúde recomenda esperar até 2015 para avaliar o impacto das radiações sobre o homem dado que o uso do telemóvel disparou em 1998, recorda o investigador.

Segundo o diretor da tese, o catedrático André Vander Vorst, "as normas atuais de radiação máxima na maior parte dos países europeus não são suficientemente rigorosas, exceto na Suíça e em Luxemburgo".

"Os outros países parecem estar esperando os resultados dos estudos de 2015", explica Vander Horst, que é a favor de normas mais rigorosas, mesmo antes de ser provado que a radiação emitida por celulares é perigosa para a saúde. Segundo a OMS, até o momento não há comprovação científica de que esse tipo de radiação cause problemas de saúde.

 
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Localização das três antenas

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Se mora junto de um prédio recheado de antenas ou se a antena instalada está a uma curta distância da sua casa ou perto do nível da sua habitação, ou se os elementos da antena estão virados para o chão ou para a sua habitação, então poderá documentar essa situação nesta galeria. Envie as fotos para o mail deste blog.
Na fotografia enquadre o seu prédio ou habitação com a antena se possível, o objectivo é criar uma galeria de fotos com antenas instaladas em locais que demonstrem falta de bom senso de quem as instala e autoriza.
Pode ver o slideshow ou seleccionar na zona inferior a foto pretendida.Ao clicar numa foto pode ver o descritivo associado.

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Questionário sobre Telemóveis e suas antenas