
Uma mulher que tivesse feito uma sessão de solário por semana teria 55% mais probabilidades de desenvolver um melanoma quando comparado com pessoas não usaram solários. O mesmo acontece com jovens na casa dos vinte anos, cujo risco de cancro é superior em 150% quando comparado com jovens que não frequentaram solários.
Estes números são simplesmente arrepiantes e será difícil quantificar todos aqueles que morreram ou irão morrer por se ter demorado tanto tempo até que as vozes de unanimidade abafassem por completo todos aqueles que sempre afirmaram que os solários não representavam um risco para a saúde.
Aparentemente os solários tiveram inicio com a descoberta acidental da lampada de ultravioletas em 1903, levando ao aparecimento dos primeiros sistemas de radiação ultravioleta durante os anos 20 e 30.
Aqui fica mais um triste exemplo do tempo que o homem leva até que tome medidas para se proteger a si próprio. Aproveito para publicar o rosto de Clare Oliver que foi uma jovem que dedicou os últimos anos da sua vida em campanhas contra os solários, até morrer em 2007 aos 26 anos vitima de cancro na pele.
Logicamente que não posso deixar de comparar mais um episódio negro da nossa história, com o do impacto dos campos electromagnéticos na nossa saúde.
Uma vez mais somos confrontados com estudos e recomendações para minimizarmos o risco de exposição e em Portugal não são tomadas medidas que impeçam as famílias de comprometerem as suas vidas ao ficarem à mercê das antenas de telemóvel colocadas de forma IRRESPONSÁVEL junto das habitações.
Se daqui a uns anos houver unanimidade quanto ao perigo destas antenas, tal como houve agora com os solários e como já houve com o tabaco, certamente que ninguém irá assumir qualquer responsabilidade com o facto de muitos de nós termos sido forçados a viver em constante risco dentro de nossas casas. É que ao contrário dos solários, que poderão ter afectado aqueles que os frequentaram, com as antenas não temos qualquer alternativa de fuga, somos simplesmente obrigados a conviver com estas ratoeiras metálicas perto de nossas casas, deixando-nos sem qualquer defesa contra os malefícios para a nossa saúde que daí advenham.
Vivemos numa sociedade onde a nossa saúde pode ser simplesmente comprometida de uma forma politicamente correcta sem que haja culpados ou responsáveis e não tenho dúvidas que está a ser escrito mais um capítulo negro na nossa história.
2 comentários:
Sim é verdade...parece que o pais maior produtor de Solários do Mundo tem também o menor índice de cancro de pele... será que os solários lá são melhores que os de cá?
O povo português só sabe dizer mal sem conhecer a realidade... triste vivermos assim.
Obrigado pelo comentário, mas já agora agradecia que o fundamentasse a sua opinião.
Este artigo não foi feito com base na opinião do povo português mas sim com base em especialistas de oncologia de outros países.
Quanto ao dizer mal sem conhecer a realidade apenas lhe possa dizer que a tristeza é vivermos sem que as pessoas possam ser alertadas pelos factos para poderem tomar uma decisão.
Triste é fazermos algo que pensamos ser seguro e no final não é. Hoje é sabido que o tabaco faz mal à saúde mas não é por causa disso que muitos deixam de fumar, no entanto existe conhecimento de causa e as pessoas podem optar mesmo sabendo o risco que correm, mas já não o fazem por ignorância. Triste é a falta de transparência no que consumimos de forma a que todos nós não usemos a desconfiança como um factor de decisão na compra de um bem ou serviço.
Enviar um comentário