
O Interphone começou no ano 2000, custou mais de 30 milhões de dólares, envolveu mais de 50 cientistas provenientes de 13 países e incidiu sobre 14000 pessoas.
Este estudo foi concluído em 2006 (alguns dizem 2005) e por mais escandaloso que pareça, os seus resultados não foram ainda publicados.
Após a sua conclusão foram agendadas várias datas para a sua publicação, o que nunca veio a acontecer até ao dia de hoje.
Cansados de esperar, alguns dos cientistas envolvidos no estudo acabaram por publicar alguns artigos que davam conta da confirmação de existir uma relação directa entre a utilização do telemóvel e alguns tipos de cancro.
O cientista israelita Siegal Sadetzki, um dos principais investigadores que participou neste estudo, foi o primeiro a afirmar a um jornal "O tempo em que se dizia que este tipo de Tecnologia não causava danos já passou, ela prejudica a saúde".
O Professor Bruce Armstrong, responsável pela participação australiana neste projecto, foi o segundo investigador a demonstrar preocupação na utilização prolongada dos telemóveis e afirmou que as pessoas iriam ficar chocadas com a evidência dos factos.
Entretanto, a controvérsia aumentou quando 9 dos 13 países envolvidos, tornaram público parte dos estudos efectuados originando ainda mais desinformação.
Com o que foi publicado, muitos começaram apontar falhas na forma como foram formados os vários grupos estudados e o tipo de amostragem usado, que poderá ter tido influência nos resultados obtidos.
Independentemente dos resultados que venham a ser publicados, algumas pessoas já decidiram que as descobertas apontadas por este estudo exigem medidas de precaução. O director da Universidade de Pittsburgh Cancer Institute, Robert Herberman, fez as manchetes dos jornais em Julho ao dirigir um memoranto para os 3.000 membros do seu staff, aconselhando-os a tomar medidas urgentes como limitar o uso do telemóvel, não manter o telemóvel perto do corpo durante a noite e evitar usá-lo em locais com fraca qualidade de rede devido ao aumento da potência da transmissão do telemóvel.
Toda esta falta de transparência deveria de ser suficiente para que todos tomassem medidas de precaução na utilização dos telemóveis. Contudo, em vez de se verem medidas de protecção por parte das entidades que deveriam ter competência na defesa dos cidadãos, continuamos a assistir a uma proliferação descontrolada de telemóveis e serviços de rede sem fios sem que ninguém recomende qualquer precaução quanto à sua utilização, mesmo por parte das camadas mais jovens.
Quem sai a ganhar com tudo isto continuam a ser as empresas que aumentam os seus lucros na exploração de serviços que ninguém contesta.
Certamente que tal como a história sempre nos ensinou, o tempo trará a verdade sobre tudo isto, mesmo que seja tardia para todos aqueles que ignoraram o risco.
Sem comentários:
Enviar um comentário